quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Era dos bancos digitais muda estrutura e preocupa as agências físicas

Os bancos começaram a investir mais em autoatendimento, aplicativos, agências digitais que possibilitam atuação do colaborador por meio de home office.
COMPARTILHE
Foto: Reprodução

Os bancos digitais despontam como alternativas para quem busca menos tarifas, praticidade no atendimento e menor burocracia. Com a crescente adesão aos serviços por meio digital, agências físicas também buscam acompanhar as atualizações investindo em tecnologia e adequação às ferramentas digitais. Para o Sindicato dos bancários do Amazonas, as mudanças são preocupantes porque podem ocasionar demissões.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Nindberg dos Santos, relata que a adesão aos serviços digitais é uma realidade que os bancos têm visualizado nos últimos anos. Santos comentou que as empresas buscam se adequar às mudanças, investindo em atendimento personalizado e disponibilização de atendimentos serviços virtuais. Mas, culturalmente, ele afirma que o brasileiro costuma buscar o serviço bancário de forma presencial.

“Os bancos têm investido em atendimento personalizado. Mas, o brasileiro ainda depende de atendimento presencial. É algo cultural. Mesmo com a oferta de canais digitais as pessoas ainda buscam o atendimento físico”, comentou.

Por outro lado, Santos afirma que a informatização preocupa o segmento pela possibilidade de ocorrerem demissões.

“A informatização ainda não tem ocasionado demissões. Mas, sabemos que o digital é uma realidade e que em algum tempo poderá resultar em desligamento de pessoal, o que nos preocupa”, disse.

Mudança estrutural

O bancário Tiago Ferrari informou que as agências têm sentido o impacto do avanço do digital. As agências precisaram se adequar à nova forma de consumo ditada pela rapidez e praticidade imposta pela tecnologia.

Ferrari disse que nos últimos cinco anos as empresas passaram a reduzir o espaço físico das agências, assim como a quantidade de funcionários.

“Os bancos começaram a investir mais em autoatendimento, aplicativos, agências digitais que possibilitam atuação do colaborador por meio de home office e assim, fazer uma gestão mais participativa. As agências acompanharam os bancos virtuais focando na oferta de praticidade e menores ou zero tarifas pelos serviços”, comenta.

Aumento dos bancos digitais

Levantamento da Akamai Technologies, encomendado pela Catarino Brasileiro, empresa de marketing e comunicação que opera nos mercados financeiro e de meios de pagamentos, aponta que o número de novos usuários nos bancos digitais mais que dobrou em 2021.

Conforme os dados, o crescimento foi motivado pela necessidade do consumidor de obter praticidade. Ficou claro que determinadas ações poderiam ser facilmente transportadas ao digital no dia a dia, o que retira a necessidade de ir a uma agência física.

No Brasil, atualmente, os principais bancos digitais são o Nubank, Mercado Pago, NeonBanco Inter, PagSeguro, Banco Original e C6 Bank.

Texto: Priscila Caldas

Leia Mais:

COMPARTILHE