O turismo de pesca esportiva é responsável pela arrecadação de aproximadamente R$300 milhões aos cofres do Amazonas, de acordo com dados da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur).
No entanto, segundo a Associação dos Operadores de Barcos de Turismo da Amazônia (AOBT-AM) a regulamentação da atividade poderá impulsionar ainda mais o setor beneficiando, simultaneamente, toda a cadeia produtiva.
O setor do turismo de pesca esportiva torce para que o PL nº 422/2021, proposto pelo deputado estadual Tony Medeiros (PSD), viabilize a regulamentação da atividade econômica no estado. A ementa propõe a regulamentação das modalidades de pesca amadora e esportiva e também a conservação de espécies de tucunaré.
O presidente da AOBT-AM, Leonardo Leão, que também preside o Conselho Administrativo da Amazonastur lembrou que o turismo de pesca esportiva é praticado há mais de 30 anos no estado, mas a atividade vem sendo regulada por meio de decretos governamentais reeditados.
Formalização do setor
Para o empresário, a regulamentação da atividade prevista no Projeto de Lei impulsionará o faturamento do setor. Isso porque, segundo ele, ainda é alto o índice de empresas que atuam no turismo náutico na modalidade pesca esportiva por meio da informalidade.
Levantamento do setor mostram que apenas 32 barcos operam com a pesca esportiva e ecoturismo no Amazonas de forma legalizada. Outras 50 embarcações ainda operam na informalidade.
Geração de emprego
Outro aspecto positivo citado por Leão, é que o pescador artesanal terá novas alternativas de emprego. Os profissionais poderão migrar para a pesca esportiva tendo uma nova possibilidade de renda.
“A regulamentação da atividade econômica trará ordem ao segmento, além de impulsionar a arrecadação ao estado e elevar a geração de emprego e renda. A modalidade não é regulamentada e isso precisa ser corrigido. O turismo beneficia a uma cadeia extensa que inclui a companhia aérea, o hotel que hospeda, o bar e restaurante que alimenta, alcança o feirante ambulante que vende artesanatos”, comentou.
“O PL vem em momento muito oportuno porque a retomada das atividades econômicas no estado tem no turismo uma grande oportunidade, haja vista que foi um dos segmentos econômicos mais afetados pela pandemia”, completou.
Leão destacou que o PL não tenta proibir a pesca de tucunaré, mas apenas propõe que três espécies consideradas indispensáveis para a existência do turismo de pesca esportiva sejam conservadas no desenvolvimento da atividade econômica.
Texto: Priscila Caldas
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