O levantamento mapeou cerca de 88 contratos e aditivos da AADC com aproximadamente 35 empresas privadas, predominantemente de locação de palcos, estruturas, som, iluminação e eventos, sediadas em Manaus. O valor identificado em extratos publicados soma R$ 46,66 milhões — montante parcial; os totais reais são podem ser maiores.
Sempre as mesmas empresas
A concentração recai sobre poucos fornecedores. A Ecoart, segundo a imprensa (amazonas1.com.br, 25/11/2025), acumula mais de R$ 60 milhões em recursos públicos entre 2021 e março de 2025 — somando não só a AADC, mas também Amazonastur, ADS e FAAR. Entre os valores identificados especificamente junto à AADC aparecem Unipublicidade (R$ 5,22 mi), Uatumã (R$ 4,87 mi), AMZ Produções (R$ 3,90 mi) e Angelus (R$ 2,63 mi).
O levantamento aponta ainda núcleos familiares à frente de empresas contratadas — Bergamasco, AMZ/Tiradentes, WM Fireworks/Costa, D.M. Aguiar, Amazonas Copiadoras/Dantas Cestaro e Preven Fire/Serafim — cujos vínculos societários devem ser confirmados com o CPF dos sócios (hoje mascarado na base pública).
CEP fora do Estado
Parte do recurso da cultura amazonense tem endereço distante: Otávio Simões é sediado em São Paulo/SP e DW Comércio em Boa Vista/RR. A contratação de empresas de fora do AM, para objetos que poderiam ser locais, é ponto a justificar.