quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Danilo Trento se recusa a responder perguntas e pode ser preso na CPI

Diretor-institucional da Precisa Medicamentos invoca o direito de permanecer em silêncio mesmo quando confrontado com perguntas simples e sem poder para incriminá-lo.
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O diretor-institucional da Precisa Medicamentos, Danilo Trento, negou ter relação com Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, durante depoimento que presta na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, nesta quinta-feira (23). Trento, contudo, admitiu tê-lo encontrado em uma agenda oficial no ministério, que ele próprio marcou por e-mail.

O depoente disse “acreditar” não ter encontrado Dias em outra situação, mas Renan Calheiros (MDB-AL) leu uma troca de mensagens do mês de junho de 2020, relativa a uma “confraternização” com Dias para a qual Trento foi convidado. O depoente exerceu o direito ao silêncio para não responder.

O depoente manteve a mesma postura quando se negou a responder sobre a relação dele com a família Bolsonaro. Alguns senadores manifestaram não entender o que poderia incriminar o depoente na pergunta.

Diante da insistência, o diretor da Precisa admitiu ter se encontrado com membros da família do presidente, “alguns publicamente, outros em eventos”.

Após mais uma recusa de responder questionamentos do relator, a reunião da CPI foi suspensa pela segunda vez a pedido de Danilo Trento, que pediu um tempo para conversar reservadamente com os advogados. A suspensão se deu depois que Alessandro Vieira (Cidadania-SE) sugeriu a prisão do depoente, que se recusa a fornecer informações simples, como o endereço da empresa onde trabalha.

“Peço que já se comece a avaliar a possibilidade de prisão do depoente. O habeas corpus que protege Vossa Senhoria não lhe permite negar informações básicas”, disse Alessandro Vieira.

Da Redação

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