terça-feira, 22 de setembro de 2026

Taxa dos EUA ameaça 21% das exportações brasileiras, diz ministério

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Presidente dos Estados Unidos Donald Trump (Samuel Corum/Getty Images)

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços detalhou os setores brasileiros mais vulneráveis à proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, a medida pode ameaçar diretamente 21% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.

Entre os setores mais expostos estão máquinas e equipamentos industriais, produtos de plástico, calçados, produtos de madeira, papel cartão, ferro fundido, peixes e crustáceos. O ministro afirmou que a medida traria prejuízos para emprego, renda e indústria.

A proposta tarifária norte-americana amplia a tensão comercial entre os dois países. Ao atingir produtos de maior valor agregado, a medida pode afetar empresas industriais, cadeias produtivas, contratos de exportação e competitividade de setores que dependem do mercado dos Estados Unidos.

A tarifa também tem leitura política. Washington vem associando comércio digital, regulação, meio ambiente e concorrência a mecanismos de pressão econômica. Para o Brasil, o desafio será responder com diplomacia firme, dados técnicos e articulação com os setores produtivos atingidos.

O risco é que a disputa extrapole a esfera comercial e contamine áreas estratégicas, como tecnologia, pagamentos digitais, exportações industriais e relações diplomáticas. Em um cenário de economia global fragmentada, tarifas deixam de ser apenas instrumentos de proteção doméstica e passam a funcionar como armas de negociação.

A crítica necessária é que o Brasil precisa defender seus exportadores sem cair em improviso. A resposta deve combinar negociação internacional, proteção a setores vulneráveis, diversificação de mercados e fortalecimento da indústria nacional. País que depende demais de poucos compradores fica mais exposto a decisões políticas tomadas fora de suas fronteiras.

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