quarta-feira, 23 de setembro de 2026

EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

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O governo dos Estados Unidos propôs uma nova tarifa punitiva de 25% sobre importações brasileiras. A justificativa apresentada envolve práticas consideradas desleais em áreas como comércio digital e desmatamento ilegal, segundo relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA.

A medida decorre de uma investigação aberta em julho de 2025 pelo órgão norte-americano, que concluiu que políticas e práticas do Brasil seriam “irrazoáveis” e poderiam restringir o comércio dos Estados Unidos. O relatório prevê a possibilidade de tarifas ou outras restrições à importação de produtos brasileiros.

Apesar da proposta ampla, alguns produtos foram excluídos da sobretaxa. Entre as exceções estão carne bovina, café, terras raras, certos metais e minérios, aeronaves e peças de aeronaves brasileiras. Também ficaram fora frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes.

A decisão, se implementada, pode ampliar a tensão comercial entre os dois países. O Brasil depende do mercado norte-americano para setores estratégicos, enquanto os EUA também têm interesse em produtos que não conseguem produzir internamente em quantidade suficiente.

A leitura política é inevitável. Ao associar comércio digital, meio ambiente e tarifas, Washington transforma temas regulatórios em instrumento de pressão econômica. O Brasil terá de responder com diplomacia, dados técnicos e defesa de setores produtivos.

O ponto crítico é evitar que a disputa vire punição ampla ao exportador brasileiro. Tarifa de 25% pode afetar competitividade, contratos e cadeias industriais. O governo brasileiro precisa agir rápido para reduzir danos e impedir que a relação comercial seja contaminada por guerra política.

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