quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Programa Antes que Aconteça amplia rede de proteção à mulher

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(Foto: Reprodução/Internet)

Começa a valer nesta segunda-feira (4) o Programa Antes que Aconteça, criado para ampliar a rede nacional de prevenção e atendimento a mulheres vítimas de violência. A iniciativa prevê a instalação de Salas Lilás em órgãos públicos e instituições de segurança, como delegacias, para acolhimento humanizado de mulheres e meninas em situação de violência.

O texto foi publicado no Diário Oficial da União e tem como objetivos reduzir os índices de feminicídio e violência doméstica, fortalecer a rede de atendimento, promover autonomia econômica e ampliar ações educativas sobre igualdade entre homens e mulheres, especialmente no ambiente escolar.

O programa também prevê ampliação das casas abrigo, espaços temporários destinados a mulheres e dependentes em situação de risco iminente. Outra frente será a prestação de serviços itinerantes em unidades móveis e vans, com atendimento psicológico, jurídico e social gratuito em locais de difícil acesso, escolas e comunidades.

A medida chega em um cenário grave. Segundo a Agência Brasil, o país registrou em 2025 recorde de feminicídios, com 1.518 vítimas, média de quatro mortes por dia.

A criação do programa é relevante, mas sua efetividade dependerá da capacidade de sair do papel. Salas Lilás e unidades móveis só terão impacto real se houver profissionais treinados, orçamento, integração com delegacias, Ministério Público, Judiciário, assistência social e rede de saúde.

O Brasil já tem leis importantes de proteção às mulheres. O gargalo está na execução. A vítima precisa ser atendida antes que a violência escale, e não apenas depois da tragédia. O nome do programa acerta no diagnóstico: o Estado precisa chegar antes.

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