A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e a Universidade do Estado do Amazonas iniciaram a fase de escuta comunitária para elaboração do Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu, em Manaus. As oficinas começaram nesta terça-feira, 28 de abril, e seguem até 14 de maio, com participação de moradores, instituições públicas e representantes da sociedade civil.
O primeiro encontro ocorreu na Escola Municipal Professor Paulo Cesar da Silva Nonato, com moradores da Comunidade Nova Esperança, na região do Igarapé Tiú. A proposta é reunir informações sobre fragilidades, conflitos, potencialidades e demandas de quem vive e utiliza diretamente a bacia.
Segundo a Sema, a escuta pública é etapa estratégica para que o plano reflita a realidade local. O secretário Eduardo Taveira afirmou que o envolvimento dos usuários da bacia permite construir diagnóstico mais completo e soluções integradas para o Tarumã-Açu.
O projeto teve início em julho de 2025 e deve seguir até janeiro de 2027, passando por diagnóstico, prognóstico e definição de programas, metas e ações prioritárias. A execução está sob responsabilidade da UEA, em articulação com órgãos ambientais e com o Comitê de Bacia. O investimento informado é de R$ 2,3 milhões do Tesouro Estadual.
A iniciativa é relevante porque o Tarumã-Açu concentra pressão urbana, ocupação desordenada, atividades econômicas, uso recreativo e conflitos ambientais. O plano, no entanto, só terá efeito real se sair da etapa de diagnóstico e alcançar fiscalização, ordenamento territorial e responsabilização de agentes públicos e privados. Sem aplicação prática, a escuta corre o risco de virar apenas mais um rito formal em uma área que exige decisão política e ação contínua.