A Polícia Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) deram um passo conjunto para reforçar o combate ao crime organizado no país.
As instituições assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que amplia a troca de informações e a atuação integrada contra a lavagem de dinheiro, fraudes e ameaças cibernéticas ligadas ao Sistema Financeiro Nacional. O ACT terá duração inicial de 60 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.
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Na prática, a parceria cria um canal permanente de intercâmbio de dados — respeitados os limites legais de sigilo — para identificar operações suspeitas, rastrear fluxos financeiros ilícitos e antecipar riscos cibernéticos.
Além disso, estão previstas pesquisas, estudos técnicos, eventos e ações de capacitação para aprimorar a prevenção e a repressão a crimes financeiros e digitais.
Integração para fechar brechas no sistema
Para o BNDES, o acordo permite compartilhar experiências em integridade, compliance, controles internos e prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
Segundo Mercadante, a estratégia do governo é atacar o coração financeiro das organizações criminosas, reduzindo sua capacidade de operar e se expandir.
Na avaliação da Polícia Federal, a integração com bancos e instituições financeiras é decisiva diante da sofisticação das fraudes.
Já a Febraban reforçou que o sistema bancário precisa atuar de forma ativa para impedir que o setor seja usado como refúgio por criminosos.
O acordo consolida uma estratégia baseada na integração entre poder público e setor financeiro. A expectativa é que a cooperação fortaleça a segurança do sistema, reduza fraudes e aumente a capacidade do Estado de enfrentar o crime organizado em um cenário cada vez mais digital.
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