A política de segurança pública do Governo do Amazonas, iniciada com os investimentos aplicados desde 2019, apresenta impacto direto nos indicadores criminais.
A ampliação do efetivo, a modernização de equipamentos e a renovação da frota policial resultaram em quedas expressivas nos registros de roubos em Manaus e no interior.
Ao todo, o estado destinou R$ 1,16 bilhão ao setor desde 2019, incluindo a contratação de 2.800 novos servidores, a entrega de 657 viaturas, o reforço no armamento e a implantação de sistemas modernos de monitoramento.
Reduções nos indicadores
Os roubos a residências caíram 86% em Manaus. Em 2011, a capital registrava 1.392 ocorrências entre janeiro e outubro; em 2025, no mesmo período, foram 182.
O programa Amazonas Mais Seguro, lançado em 2021, reorganizou o patrulhamento e ampliou o uso de reconhecimento facial e leitura automática de placas.
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O estado também registrou quedas de 38% nos roubos a residências no acumulado do ano, de 27% nos roubos de veículos, mais de 58% nos roubos no transporte coletivo e de 43% nos homicídios.
No caso dos roubos a pedestres, o Amazonas chega ao menor patamar em dez anos: os registros passaram de 27,6 mil ocorrências em 2015 para 13,2 mil em 2025.
Expansão do policiamento
O secretário de Segurança Pública, Vinícius Almeida, atribui o recuo ao ingresso de mil policiais militares no fim de 2024 e ao reforço na Polícia Civil.
Segundo ele, a ampliação das equipes permitiu ampliar rondas, abordagens e operações em áreas antes vulneráveis.
Ele também cita o programa RecuperaFone, do Núcleo de Investigação e Recuperação de Celular (NIRC), como ferramenta que ajudou a rastrear aparelhos subtraídos e reduzir crimes estimulados pelo comércio clandestino. “Os números estão em queda, mas nossa meta é seguir pressionando a criminalidade todos os dias”, afirma.
Comércio registra menos ocorrências
Em outubro, os roubos ao comércio caíram mais de 62% em Manaus. Lojistas relatam redução de ocorrências após o reforço do patrulhamento a pé em corredores comerciais e o uso intensificado das novas viaturas.
“O ingresso de mil soldados no ano passado ampliou o alcance das equipes nas ruas e acelerou respostas”, afirma o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Klinger Paiva.
Bases fluviais e combate ao tráfico
As bases fluviais Arpão 2, Arpão 3, Paulo Pinto Nery e Tiradentes integram a estratégia estadual para atingir o crime organizado nos rios.
Desde 2020, R$ 160 milhões foram investidos nessas estruturas, que já causaram prejuízo estimado em R$ 780 milhões ao tráfico.
De janeiro a outubro deste ano, as bases apreenderam 2,6 toneladas de drogas, 7,2 milhões de litros de combustível, 19 embarcações e efetuaram 120 prisões.
Para o governador Wilson Lima, atingir financeiramente as organizações criminosas reduz efeitos nas cidades. “A presença no rio e em terra faz parte da mesma estratégia”, afirma.
Armamento e operações
Outro eixo da política estadual é a modernização das armas, com 11.418 unidades entregues desde 2019 — pistolas, fuzis e metralhadoras — resultado de R$ 27,7 milhões aplicados.
A Secretaria de Segurança Pública avalia que a padronização e a atualização tecnológica contribuem para operações com maior precisão.
As apreensões de drogas também cresceram: foram mais de 39 toneladas entre janeiro e outubro deste ano, número acima do pico de 2021 e próximo ao registrado em 2024. No mesmo período, 1.360 armas foram retiradas de circulação.
Estratégia integrada
O secretário de estado da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo, afirma que a política de segurança se articula a um planejamento de gestão mais amplo. “Quando você estrutura frota, moderniza o armamento e implanta tecnologia, os resultados aparecem”, diz.
O secretário de Governo, Sérgio Litaiff, avalia que o governo trabalhará para consolidar as quedas nos roubos e ampliar a atuação no interior. “A expectativa é que o impacto seja ainda mais perceptível nos próximos ciclos”, afirma.
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