O Partido Liberal (PL) viu explodir o número de novos filiados logo após a prisão de Jair Bolsonaro, no sábado (22/11). Em apenas dois dias, mais de 20 mil pessoas ingressaram na sigla — um salto atípico para um partido que, até a véspera, registrava média de cem filiações diárias.
Até sexta-feira (21/11), a legenda mantinha um ritmo estável desde o início do ano. A prisão do ex-presidente, porém, desencadeou uma reação imediata de apoio, refletida no aumento expressivo de registros.
No domingo e na segunda-feira, o movimento permaneceu intenso, com cerca de 10 mil novas filiações por dia, segundo dados internos repassados pelo partido à CNN, que revelou a informação.
📲 Participe do canal do RealTime1 no Instagram
Campanha, reação e leitura política
O movimento coincidiu com o lançamento de uma campanha do PL para atrair novos filiados, iniciada justamente na sexta-feira.
As peças foram estreladas por nomes populares da sigla, como o deputado Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Internamente, a avaliação é de que a prisão de Bolsonaro funcionou como um catalisador, trazendo à superfície o que dirigentes chamam de “indignação silenciosa” da base de direita.
Hoje, o PL soma 893 mil filiados e ocupa a oitava posição no ranking nacional. Partidos tradicionais como MDB (2 milhões), PT (1,6 milhão) e PP (1,3 milhão) ainda lideram em tamanho.
Mesmo assim, a sigla de Bolsonaro demonstra capacidade de mobilização rápida — especialmente quando o ex-presidente se torna alvo de decisões judiciais.
Para dirigentes do partido, o pico de filiações representa mais que um gesto simbólico: é uma tentativa de mostrar força política em um momento de desgaste, sinalizando que o núcleo duro do bolsonarismo permanece ativo e disposto a reagir.
Leia Mais: