O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) voltou a cobrar a Prefeitura de Manaus sobre o atraso na reconstrução da passarela da Avenida Torquato Tapajós, destruída há mais de um ano após ser atingida por uma carreta.
Mesmo após o município afirmar, em julho, que arcaria integralmente com a nova estrutura, as obras não avançaram.
Diante da falta de respostas, o promotor Lauro Tavares deu um novo prazo: 15 dias para que a prefeitura explique o que está acontecendo.
Segundo o MP, a demora coloca em risco milhares de pedestres que circulam diariamente pela via, uma das mais movimentadas da cidade e próxima à estação de ônibus Santos Dumont.
Após o acidente, faixas e semáforos foram instalados como solução provisória, mas a medida aumentou a lentidão do trânsito na região.
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Inquérito aponta inércia e reforça urgência
A cobrança ocorre dentro de um inquérito civil aberto em agosto para investigar possível “inércia” da prefeitura. A apuração começou após denúncia do vereador Rodrigo Guedes.
No processo, o MP lembra que, além de reconhecer a urgência, o próprio município informou que a demolição, remoção e reconstrução custariam R$ 2,7 milhões — valor que pretende reaver na Justiça.
O caso ainda envolve uma disputa judicial. Em 2024, uma decisão determinou a apreensão de veículos da empresa responsável pela carreta que derrubou a passarela, mas a medida foi suspensa pelo Tribunal de Justiça. Com isso, o município ficou responsável por avançar com a obra, o que não ocorreu.
A prefeitura chegou a demolir os restos da antiga passarela e anunciou que a nova estrutura será pré-fabricada, com 5,50 metros de altura — um metro a mais do que a anterior — para evitar novos acidentes e garantir acessibilidade. Ainda assim, não apresentou nenhum cronograma de execução ao Ministério Público.
Agora, com o novo prazo imposto pelo MP, a prefeitura terá de explicar por que a obra prometida continua parada e quando, de fato, a nova passarela sairá do papel.
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