O ex-presidente Jair Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira eletrônica para fugir, segundo o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A informação consta na decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente neste sábado (22/11), em Brasília. O equipamento era usado desde o início da prisão domiciliar.
Moraes afirmou que a tentativa de violação do monitoramento eletrônico, somada à convocação de uma vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro, elevou o risco à ordem pública.
Na sexta-feira (21/11), Flávio havia chamado aliados para orações pela saúde do pai, dizendo enfrentar “injustiças e perseguições”. Para o ministro, a mobilização poderia estimular atos que desestabilizassem o ambiente institucional.
A vigília foi anunciada horas depois da defesa pedir que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar por razões médicas. Ainda assim, Moraes considerou que as circunstâncias exigiam a prisão preventiva.
A medida não significa o início da pena de 27 anos e 3 meses resultante da condenação por tentativa de golpe de Estado. Trata-se, segundo o STF, de uma ação cautelar para impedir novas violações e preservar a ordem pública enquanto o processo segue em curso.
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Prisão sem algemas e sem exposição
O ministro determinou que a prisão preventiva de Jair Bolsonaro ocorresse sem algemas e sem exposição ao ex-presidente.
A detenção ocorreu por volta das 6h. Equipes do Instituto Médico-Legal também foram enviadas ao local para realizar o exame de corpo de delito, procedimento padrão nessas situações.
Bolsonaro, de 70 anos, foi levado para uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal. Desde agosto, ele cumpria prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.
A PF mantém Bolsonaro em dependências reservadas enquanto conduz os procedimentos de praxe. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas ao longo do dia, conforme evoluem as diligências determinadas pelo STF.
“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, afirma a ordem do ministro do STF.
Confira a decisão na íntegra:
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