quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Economia deverá ditar os rumos nas urnas em 2022, dizem analistas

Diferente das eleições de 2018, quando o povo apostou no 'novo', o pleito de 2022 deverá ser direcionado pela insatisfação com a economia do país.
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Urnas registram fracassos eleitorais

Com a alta na inflação e nos preços da energia, combustíveis e alimentos, aliada à queda nos índices da pandemia, o cenário econômico deverá ditar os rumos das eleições em 2022. Para analistas políticos, a possível continuidade do desequilíbrio financeiro do país será um dos principais fatores considerados pelo eleitor na hora de definir o voto, isso porque o brasileiro sofre a cada dia com os elevados custos e imposição de encargos.

O sociólogo, advogado e analista político Carlos Santiago avalia que, por dois pleitos consecutivos, em 2010 e em 2014, a economia definiu o voto nas urnas. Os períodos, segundo ele, foram de tranquilidade nas finanças do país. Já em 2018, a eleição foi direcionada por um movimento pautado em discursos de valores e costumes.

Nas eleições municipais de 2020, os parlamentares foram cobrados pelas ações tomadas quanto ao enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Para o próximo ano, Santiago acredita que além do aspecto econômico, a ação mediante à crise sanitária da Covid-19 e a experiência do parlamentar para resolver os problemas em nível estadual, formarão um pacote de critérios a serem considerados pelo eleitor.

“Três pontos deverão prevalecer nas eleições: a relação dos governantes diante da pandemia, quem fez o quê no momento mais crucial do país; a experiência – o povo não será mais induzido pela ideia do novo. Não há clima para isso; e a economia, em função do diagnóstico atual que será difícil solucionar até o próximo ano, será fundamental”.

Segundo Santiago, o elevado índice de desemprego e o registro do aumento do índice de pobreza também deverão pesar nas eleições.

“O período registra elevada taxa de desemprego, muitas pessoas vivendo na extrema pobreza, muitas empresas fecharam e os poucos trabalhos que são criados são informais, sem qualquer direito trabalhista, é a vulgarização da relação de trabalho”.

O advogado, professor universitário e analista político Helso Ribeiro também acredita que a pauta econômica deverá ser decisiva para o resultado nas urnas no próximo ano.

“A economia deverá ser fundamental e dará diretriz. Não é à toa que já estamos vendo manifestações por carta por parte de empresários e de banqueiros questionando a política econômica. Todos os índices negativos deverão ter consequência, reflexos, caso se mantenham até as eleições de 2022”.

Texto: Priscila Caldas

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