quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Parceria entre UEA e Samsung leva tecnologia e robótica a escolas da rede pública

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Alunos e bolsistas da UEA participam de oficina de robótica e impressão 3D no laboratório móvel do projeto Stem Criar, instalado em uma carreta adaptada para ensino tecnológico.
Laboratório móvel do projeto Stem Criar, desenvolvido pela Escola Superior de Tecnologia da UEA em parceria com a Samsung, promove oficinas práticas de robótica e impressão 3D em Manaus.

Criado em dezembro de 2023, o Projeto Stem Criar é uma iniciativa da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA) em parceria com a Samsung que busca aproximar estudantes do ensino médio da realidade tecnológica da indústria.

O programa leva conceitos de impressão 3D, robótica, programação, eletrônica e inteligência artificial para escolas da capital e do interior do Amazonas, com aulas práticas ministradas por bolsistas da UEA.

Segundo Luiz de Oliveira, estudante de Engenharia de Controle e Automação e bolsista do projeto, a proposta nasceu da percepção de que muitos alunos, mesmo vivendo em uma cidade industrial como Manaus, ainda desconhecem ferramentas e conceitos básicos da Indústria 4.0.

“O objetivo é apresentar de forma prática como a tecnologia está presente na indústria e no dia a dia. Nós levamos noções de eletrônica, robótica e automação, com aulas que estimulam o aprendizado e a curiosidade”, explica o estudante.

O diferencial do projeto é o laboratório móvel, uma carreta equipada com mesas, cadeiras, kits de robótica e impressoras 3D, que percorre escolas e se transforma em uma sala de aula sobre rodas.

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Cada turma pode ter até 40 alunos, que aprendem a montar protótipos como um robô manipulador e um carrinho controlado por tablet ou celular, colocando em prática os conteúdos vistos nas oficinas.

Educação tecnológica no interior

Além de Manaus, o Stem Criar atua nos municípios de Codajás, Tefé, Tabatinga, Eirunepé, Boca do Acre, Lábrea, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Parintins, Iranduba, Manacapuru, Careiro, Apuí e Humaitá, alcançando jovens em regiões onde o acesso à tecnologia é limitado.

“A gente já capacitou mais de nove mil alunos, tanto na capital quanto no interior. Cada unidade da UEA tem um professor mentor que orienta as turmas locais, com o mesmo material e metodologia”, destaca Luiz.

A metodologia é multidisciplinar e envolve estudantes de diferentes cursos da UEA — não apenas das engenharias, mas também de áreas como pedagogia e biologia —, que participam da concepção dos kits didáticos, do desenvolvimento dos circuitos e da elaboração dos manuais usados nas aulas.

“Tudo foi desenvolvido por nós, desde o projeto dos circuitos até a fabricação das peças e a montagem dos protótipos. A ideia é que o aluno compreenda como a tecnologia pode ser criada e aplicada na prática”, explica o bolsista.

Com carga horária variável conforme a escola, o projeto permanece, em média, um mês em cada unidade de ensino, adaptando as atividades à disponibilidade de turmas e espaços.

O impacto vai além da capacitação técnica — para muitos jovens, é o primeiro contato com ferramentas que abrem caminho para carreiras no setor tecnológico e industrial.

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