quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Liberação de emendas de deputados estaduais e vereadores dependerão do TCE

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Dino determinou novas medidas para garantir transparência de emendas
Ministro do STF, Flávio Dino. (Foto: reprodução)

O ministro Flávio Dino determinou que a execução das emendas parlamentares de 2026, aprovadas por deputados estaduais e vereadores, só poderá ocorrer após a comprovação de que estão cumprindo as regras de transparência e rastreabilidade estabelecidas pela Corte. A decisão vale para Estados e municípios e foi publicada nesta quinta-feira (23/10).

Com a nova determinação, os recursos de emendas estaduais e municipais só poderão ser liberados depois que governos locais comprovarem ao respectivo Tribunal de Contas que estão cumprindo as regras de transparência e rastreabilidade.

A decisão foi publicada logo após audiência de contextualização sobre o tema, que reuniu representantes do governo federal, do Tribunal de Contas da União (TCU) e de entidades civis para discutir o controle das chamadas “emendas Pix”, modalidade que permite repasses diretos sem convênios ou projetos previamente aprovados.

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Nova fase de fiscalização

Segundo Dino, a Constituição e a jurisprudência do STF exigem transparência em todos os níveis da federação, e não apenas no âmbito federal.

O ministro determinou que ofícios sejam enviados ao TCU, à CGU e ao Ministério da Gestão para fornecer manuais, treinamentos e tecnologia de apoio aos entes subnacionais.

Além disso, os Tribunais de Contas estaduais e municipais deverão estabelecer normas até o final de 2025 para adequar a execução das emendas ao modelo federal, acompanhando junto aos Ministérios Públicos de Contas a conformidade dos processos orçamentários.

Uma nova audiência está marcada para março de 2026, quando serão avaliados os resultados das medidas de adequação e prestação de contas. Dino destacou que há mais de 35 mil prestações de contas pendentes, reforçando a necessidade de um encaminhamento institucional adequado.

Em decisões anteriores, o ministro já havia determinado que fossem definidos prazos e etapas para análise dos relatórios de gestão das transferências especiais, garantindo o uso correto de bilhões de reais do Orçamento Geral da União.

O cronograma de fiscalização prevê etapas até julho de 2026, priorizando casos com maior risco de irregularidades.

Confira a decisão na íntegra:

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