quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Senadores se dividem entre sessão da CPI e sabatina de Augusto Aras

Sessão da CPI e a sabatina do Procurador-Geral da República na Comissão de Constituição e Justiça do Senado vão acontecer em simultâneo e despertam o mesmo interesse.
COMPARTILHE
Augusto Aras procurador geral da República
Presidente Jair Bolsonaro participa da cerimonia de aberturado Forum: Controle no Cambatre à corrupção 2020, com a presença do Procurador-Geral Augusto Aras, Wagner Rosário (CGU), André Mendonça (Justiça), Braga Netto (Casa Civil), Jose Múcio (TCU) Sérgio Lima/Poder360 09-12-2020

Os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 decidiram por unanimidade realizar, nesta terça-feira (24), a sessão que vai ouvir o dono da Belcher Farmacêutica, Emanuel Catori, em simultâneo com a sabatina do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB/AL), disse que os senadores vão se desdobrar para ouvir o empresário, suspeito de tentar vender por preços superfaturados a vacina Convidecia, produzida pelo laboratório chinês CanSino, ao Ministério da Saúde, e participar da sabatina de Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para um novo mandato de dois anos à frente do Ministério Público Federal (MPF).

Para o senador governista Marcos Rogério (DEM/RO), a sabatina de Aras será um momento importante para os senadores conhecerem o bom trabalho feito por ele no fortalecimento do MPF. “Ao contrário do que pensam alguns, o que vinha sendo feito antes não estavam fortalecendo o MPF. Aras sim conseguiu fortalecer a instituição, por isso é importante que todos nós possamos participar da sabatina”, afirmou Rogério.

Sobre a oitiva de Emanuel Catori, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede/AP), disse que será importante para explicitar as ligações do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP/PR), na intermediação da venda de vacinas com preços superfaturados ao Ministério da Saúde. “Esperamos que ele colabore com a CPI, mas se não for assim, já temos elementos claros dessa participação do deputado Barros nessa negociação”, concluiu Rodrigues.

Texto: Gerson Severo Dantas

Leia Mais:

COMPARTILHE