Com novo aumento, o preço do litro da gasolina pode ser encontrado, em média, por R$5,99 nos postos de combustíveis. De acordo com o Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço da gasolina, no país, varia entre R$4,99 e R$7,18.
Conforme a síntese de preços da ANP, no Amazonas, o valor mínimo do litro da gasolina custa R$5,75, alcançando a média de R$5,79 e preço máximo de R$6,20.
Os preços mais elevados, conforme o levantamento foram verificados nos estados do Acre (R$7,13) e do Rio Grande do Sul (R$7,18).
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcoois, e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicombustíveis-AM), as oscilações nos preços dos combustíveis refletem as oscilações do livre mercado.
Segundo o sindicato, os preços da gasolina nos postos de combustíveis estão ligados diretamente aos preços das companhias distribuidoras, ou seja, se as distribuidoras elevam os preços, consequentemente os postos repassam os custos.
O Sindicombustíveis informou que pelas regras atuais, os postos não podem comprar gasolina e diesel direto das refinarias, adquirindo apenas das companhias distribuidoras, que são responsáveis por toda a logística do abastecimento nacional em todos os estados brasileiros.
“As refinarias comercializam a gasolina A (sem etanol anidro) para as distribuidoras. Nas bases da distribuição são adicionados 27% de etanol anidro, que após a mistura torna-se gasolina C, vendida e distribuída para os postos via caminhões-tanques. A composição de preço da gasolina reúne etanol anidro, impostos, fretes e margens. Vale lembrar que quase 50% dos custos da gasolina são referentes aos tributos”, informou o sindicato por meio de nota.
Confira a nota do Sindicombustíveis na íntegra:
“Desde que a Petrobras alterou sua política de preços, passando a acompanhar as cotações internacionais dos combustíveis, a revenda de combustíveis vêm respondendo à imprensa e aos órgãos de defesa do consumidor pelos aumentos. Porém, tanto as altas como as queda de preços refletem as oscilações do livre mercado.
Informamos que os preços da gasolina nos postos de combustíveis estão ligados diretamente aos preços das companhias distribuidoras, ou seja, se elas aumentam, geralmente, os postos também repassam os custos. Isto deve-se ao funcionamento da cadeia de combustíveis, que é composto por refinarias, distribuidoras e postos. Pelas regras atuais, os postos não podem comprar gasolina e diesel direto das refinarias, adquirindo apenas das companhias distribuidoras, que são responsáveis por toda a logística do abastecimento nacional em todos os estados brasileiros. As refinarias comercializam a gasolina A (sem etanol anidro) para as distribuidoras. Nas bases da distribuição são adicionados 27% de etanol anidro, que após a mistura torna-se gasolina C, vendida e distribuída para os postos via caminhões-tanques.
A composição de preço da gasolina reúne etanol anidro, impostos, fretes e margens. Vale lembrar que quase 50% dos custos da gasolina são referentes aos tributos.
Destacamos que os preços dos combustíveis são livres em toda cadeia, do poço ao posto.
O Sindicombustiveis-AM e a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes) não interferem no mercado da revenda. Cabe a cada posto revendedor decidir se irá repassar ou não as altas ou quedas de preços ao consumidor, de acordo com as suas estruturas de custo.
O Sindicombustiveis-AM e a Fecombustíveis zelam pela livre concorrência e pela livre iniciativa, em defesa de um Brasil melhor para todos”.
Texto: Priscila Caldas
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