quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cientistas que desvendaram a tolerância imunológica ganham o Nobel de Medicina de 2025

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Ilustração científica mostra uma célula T reguladora (Treg) em formato de nave espacial, com a inscrição “FOXP3” no capacete do piloto, representando a pesquisa sobre tolerância imunológica que rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 2025 a Mary Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi.
Representação lúdica de uma célula T reguladora (Treg) — elemento central nas descobertas sobre a tolerância imunológica periférica reconhecidas com o Prêmio Nobel de Medicina de 2025

Os cientistas Mary Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi foram anunciados nesta segunda-feira (6) como vencedores do Prêmio Nobel de Medicina de 2025, por “suas descobertas sobre a tolerância imunológica periférica”, segundo comunicado oficial da Assembleia Nobel da Universidade Médica do Instituto Karolinska, na Suécia.

O reconhecimento destaca pesquisas que ampliaram a compreensão sobre o funcionamento do sistema imunológico e abriram caminho para o desenvolvimento de terapias contra doenças autoimunes e diversos tipos de câncer.

De acordo com a organização, “suas descobertas lançaram as bases para um novo campo de pesquisa e estimularam o desenvolvimento de novos tratamentos”.

Os laureados recebem 11 milhões de coroas suecas (equivalentes a US$ 1,2 milhão), além de uma medalha de ouro concedida pelo rei da Suécia.

A seleção dos vencedores é conduzida por comitês de especialistas de diferentes instituições científicas. Todas as cerimônias de entrega ocorrem em Estocolmo, com exceção do Prêmio Nobel da Paz, concedido em Oslo, na Noruega — uma tradição que remonta à união política entre os dois países durante a vida de Alfred Nobel.

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Entre os ganhadores anteriores do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina estão nomes como Alexander Fleming, premiado em 1945 pela descoberta da penicilina.

Nos últimos anos, o prêmio reconheceu pesquisas que resultaram em avanços significativos, como o desenvolvimento das vacinas contra a COVID-19.

O Nobel de Medicina de 2024 foi concedido aos cientistas americanos Victor Ambros e Gary Ruvkun, responsáveis pela descoberta do microRNA e de seu papel essencial na regulação do crescimento e diferenciação celular em organismos multicelulares.

Tradicionalmente, o Nobel de Medicina abre a temporada anual de premiações — consideradas as mais prestigiadas do mundo nas áreas de ciência, literatura, paz e economia.

As celebrações culminam em 10 de dezembro, data que marca o aniversário de morte de Alfred Nobel, com cerimônias solenes e banquetes realizados na presença das famílias reais da Suécia e da Noruega.

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