Os moradores do Amazonas realizaram 203 mil viagens em 2024, de acordo com a PNAD Contínua Turismo do IBGE. Esse volume corresponde a 0,99% de todas as viagens feitas por brasileiros (20,5 milhões) e a 15,14% do total da Região Norte (1,3 milhão).
A predominância é de deslocamentos internos ou para a própria Região Norte, que concentrou 79,2% das viagens locais.
Em termos de destino, o Amazonas ficou na 21ª posição entre os estados de origem de viagens pessoais e em 22º entre os escolhidos como destino de viagens.
O ranking foi liderado por São Paulo (5,05 milhões), Minas Gerais (2,4 milhões) e Bahia (1,8 milhão).

Recuperação após os efeitos da pandemia
O percentual de domicílios amazonenses com moradores viajando mostrou avanços nos últimos quatro anos, mas ainda permanece em patamar baixo.
Em 2020, 9,7% das residências tinham viajantes, índice que caiu para 7,8% em 2021, reflexo direto do período mais crítico da pandemia.
A recuperação veio em 2023, quando o percentual saltou para 13%, o maior do período analisado. Já em 2024 houve leve recuo para 12,7%.
Mesmo com a melhora gradual, o Amazonas segue entre os estados com menores índices de deslocamento.

A realidade dos que não viajaram
Entre os 1,07 milhão de domicílios amazonenses sem registro de viagens em 2024, a justificativa mais comum foi a falta de dinheiro, citada por 392 mil famílias.
Outras razões apontadas foram ausência de necessidade (307 mil), não ser prioridade (142 mil), falta de tempo (122 mil), falta de interesse (86 mil) e problemas de saúde (17 mil).
Motivos e destinos das viagens
Entre os que viajaram, a grande maioria o fez por razões pessoais (168 mil deslocamentos), enquanto apenas 35 mil foram motivados por compromissos profissionais.
Dentro da categoria pessoal, os tratamentos de saúde e consultas médicas lideraram (51 mil viagens), seguidos por viagens para lazer (40 mil) e por outros motivos (41 mil).

Como se viaja e onde se hospeda
O transporte fluvial segue predominante no Amazonas. Em 2024, 107 mil deslocamentos foram feitos por “outros meios de transporte”, categoria que engloba principalmente embarcações.
O avião foi o segundo meio mais utilizado (42 mil viagens), seguido por carros particulares (26 mil) e ônibus de linha (16 mil).

Na hospedagem, as casas de amigos e parentes foram a principal escolha, com 121 mil registros. Hotéis, resorts e flats ficaram em segundo lugar (27 mil), seguidos por imóveis próprios (16 mil), pousadas (5 mil) e imóveis alugados por temporada ou AirBnb (4 mil).

Gastos e permanência
O gasto médio real de viagens nacionais a partir do Amazonas foi de R$ 1.534,00, valor intermediário que coloca o estado na 16ª posição no ranking nacional. No entanto, quem vem ao Amazonas gasta ainda mais: R$ 1.616,00 por viagem em média.
A pesquisa revela também que os amazonenses ficam mais tempo fora de casa em suas viagens. O estado teve média de 13,8 pernoites por viagem nacional, o segundo maior índice do Brasil, atrás apenas do Piauí (14,8).

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