quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Varejo local de material escolar enfrenta dificuldades diante da expansão de vendas online

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Mesmo antes do encerramento do ano letivo de 2025, o comércio de material escolar no Amazonas já começa a se preparar para a temporada de volta às aulas de 2026.

No entanto, empresários do setor afirmam enfrentar dificuldades cada vez maiores diante da concorrência das vendas online, que têm atraído escolas e famílias para plataformas como Amazon e Mercado Livre.

Em entrevista ao RealTime1, o sócio proprietário da Livraria Concorde, Antônio Carlos Leite Cunha, declarou que a expansão do comércio eletrônico tem reduzido a participação das livrarias locais.

Segundo ele, além da diferença de preços, a própria atuação de grupos de fora, que passaram a adquirir escolas em Manaus, tem favorecido fornecedores de outros estados.

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Concorrência desleal

“A concorrência não é justa. As grandes plataformas conseguem oferecer 20% de desconto, algo que não temos condições de dar devido ao custo de frete mais alto e às condições locais. Hoje algumas escolas fecharam contrato direto com a Amazon, deixando de comprar da gente”, afirmou Cunha.

De acordo com o empresário, a situação tem levado a uma perda de espaço para as livrarias regionais. “É uma concorrência desleal. As escolas querem rentabilidade em tudo: na mensalidade, no uniforme, no livro e no material escolar. Isso reduziu muito a nossa participação no setor”, disse.

A Livraria Concorde também mantém vendas online, por meio do site livariaconcorde.com.br. Contudo, Cunha reconhece que os resultados ainda são limitados.

“O gargalo é cultural. O cliente daqui não está habituado a comprar regionalmente, prefere empresas de fora. Quando chega o período escolar, a gente intensifica as vendas, mas a concorrência é muito dura”, completou.

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