O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), avançou em setembro de 2025 e atingiu 87,5 pontos, uma alta em relação ao mês anterior.
Apesar da melhora, o indicador segue abaixo da marca dos 100 pontos, patamar que separa pessimismo de otimismo.
Segundo a FGV, o avanço refletiu principalmente a melhora nas expectativas em relação ao futuro, ainda que as avaliações sobre a situação atual das famílias continuem em terreno negativo.
A combinação sugere que os consumidores estão um pouco mais confiantes em relação à recuperação da economia, mas ainda enfrentam dificuldades no presente, como inflação persistente em serviços e crédito caro.
Economistas avaliam que a trajetória de juros em queda e o mercado de trabalho relativamente estável têm ajudado a conter o pessimismo, mas a confiança continua limitada pela renda comprimida e pela alta do endividamento das famílias.
O ICC é um dos principais termômetros do humor das famílias brasileiras e funciona como sinalizador do consumo, componente que representa cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado de setembro indica que, embora haja algum alívio na percepção dos consumidores, a retomada do consumo deve permanecer gradual nos próximos meses.