O festival “Sou Manaus Passo a Paço 2025” passa por investigação do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
A apuração busca identificar possíveis irregularidades na organização do evento e na prestação de contas dos recursos públicos, após questionamentos sobre a falta de transparência nos portais da Prefeitura de Manaus e da Manauscult.
O processo, registrado sob o número 15380/2025, terá como relator o auditor Alípio Reis Firmo Filho que analisará se há indícios que justifiquem medidas imediatas enquanto a investigação segue.
Segundo o prefeito David Almeida, o festival custou R$ 34 milhões — sendo R$ 25 milhões de recursos públicos e R$ 9 milhões de patrocínios.
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Justiça exige documentos e contratos
Antes do TCE-AM, a Justiça do Amazonas já havia determinado que a Prefeitura e a Manauscult publique, em até 15 dias a partir de 17 de setembro, todos os contratos, notas fiscais e ordens de pagamento do festival desde 2022.
O prazo, caso considerado dias corridos, vence em 2 de outubro de 2025 (quinta-feira).A decisão, assinada pelo juiz Leoney Figliuolo Harraquian, prevê multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
O juiz rejeitou a suspensão imediata dos pagamentos, destacando que não há evidências de desvio de finalidade e que a lei ainda precisa ser regulamentada.
Apesar dos debates na Câmara Municipal e das cobranças por detalhes sobre pagamentos a artistas, a base do prefeito alegou que a Prefeitura já prestou contas e classificou as críticas como “alarmistas”.
No entanto, especialistas apontam que os extratos publicados não permitem identificar quais artistas receberam os pagamentos, reforçando a necessidade de auditoria detalhada.
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