quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Reforma tributária pode causar perda de R$ 40 bilhões aos municípios, afirma CNM

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Página do Serpro com informações sobre a Reforma Tributária do Consumo e as mudanças previstas no sistema de tributos.

Uma mudança quase despercebida no debate da reforma tributária pode provocar um rombo de até R$ 40 bilhões por ano nas contas dos municípios.

O alerta foi feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que acusa o governo de incluir alterações de última hora no Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que define as regras do Comitê Gestor do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a divisão da arrecadação.

A CNM critica a forma como o cálculo das alíquotas municipais foi fixado. O texto usa como referência o período de 2012 a 2021, quando a receita das prefeituras era muito menor.

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Segundo a entidade, esse recorte derruba a participação dos municípios de cerca de 2% para até 1,5%, reduzindo a arrecadação anual de R$ 157 bilhões para algo próximo a R$ 120 bilhões.

Para a Confederação, a medida fere o princípio da neutralidade fiscal e ameaça o equilíbrio federativo prometido na reforma.

Comitê Gestor em disputa

Além da perda financeira, a CNM denuncia falhas na formação do Comitê Gestor do IBS. O texto atual permite que uma chapa seja eleita com apenas 30% de representatividade nacional, o que a entidade considera “inaceitável”.

A proposta dos municípios é que o mínimo seja de 50% e que, obrigatoriamente, existam ao menos duas chapas na disputa para garantir legitimidade.

A Confederação afirma que as mudanças foram incluídas sem diálogo e favorecem um grupo restrito, classificando a manobra como “inconstitucional e antidemocrática”.

Projeções indicam que, mesmo após o período de transição, a perda pode chegar a R$ 34 bilhões por ano em valores atualizados até 2073.

A CNM pressiona o Senado para alterar o texto antes da votação final. A expectativa é que a proposta seja debatida novamente nos próximos dias, com a promessa de ajustes para evitar que os municípios arquem sozinhos com o impacto da nova tributação.

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