O fornecimento de móveis e de materiais de construção, como cerâmicas e porcelanato, está sendo afetado por desequilíbrio produtivo, no país, e por entraves logísticos no processo de importação. Os produtos demoram até 60 dias para chegar a Manaus e com os preços mais elevados.
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, relata que o setor moveleiro segue afetado pela pandemia. Algumas empresas que integravam a cadeia produtiva, localizadas na região Sudeste do país, maior fornecedora de móveis ao Amazonas, fecharam as portas definitivamente. A paralisação dos trabalhos afetou diretamente as montadoras que precisaram se readequar para atender à demanda.
“Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), mais de 21 empresas comerciais fecharam, no último ano. Muitas empresas forneciam insumos, ou peças trabalhadas, cortadas para a montagem. A escala normal foi interrompida e a fábrica de montagem, agora, precisa se readequar ao processo para atender à demanda. Os móveis demoram entre 45 e 60 dias para chegar à cidade”, revelou.
Segundo Aderson Frota, o segmento de materiais de construção também segue afetado pela extensão no prazo, de até 60 dias, para receber cerâmicas e porcelanatos vindos da China. Em período normal, os materiais chegam à Manaus em 35 dias.
O problema está no congestionamento de contêineres nos portos chineses. Cargas que levavam uma semana para iniciarem o trajeto de vinda para o Brasil, agora demoram até quatro semanas para partir.
“Conteineres estão acumulados nos pátios dos portos, mercadorias estão acumuladas. Por falta de contêiner e pela alta do dólar, o preço do frete disparou e afetou toda a cadeia gerando aumento nos preços”, explica.
As cerâmicas também são fornecidas pela região Sudeste do país.
Texto: Priscila Caldas
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