O Brasil caiu para a 52ª posição no Índice Global de Inovação (IGI) de 2025, duas abaixo do ano passado, segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), divulgado anualmente em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O país, que já ocupou o 47º lugar em 2011, mantém desempenho acima da média em sofisticação empresarial, capital humano e pesquisa, mas segue travado por fraquezas em instituições, mercado e infraestrutura.
Mesmo com a queda, o Brasil continua em 2º lugar entre as 21 economias da América Latina e Caribe, atrás apenas do Chile. Entre as 36 nações de renda média-alta, está em 5º, superado por China, Malásia, Turquia e Tailândia.
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O índice avalia 80 indicadores, divididos entre insumos (investimentos e condições) e resultados (conversão em inovação).
O país aparece melhor nos resultados (50º) do que nos insumos (63º), prova de que consegue transformar parte dos recursos disponíveis em avanços concretos.
Para especialistas da CNI, o país precisa atacar gargalos antigos, como a baixa qualidade da educação em ciência e engenharia e o baixo investimento em infraestrutura e P&D.
“Temos uma produção científica robusta e negócios sofisticados, mas ainda ficamos aquém do nosso potencial”, afirma Jefferson Gomes, diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da entidade.
Enquanto isso, os dez países mais inovadores seguem praticamente os mesmos: Suíça, Suécia e Estados Unidos ocupam o pódio, com a China aparecendo pela primeira vez entre os dez primeiros.
Confira o estudo completo:
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