quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Futuro da Amazônia depende de escolhas: bioeconomia ou exploração predatória de recursos

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Três pessoas exibem nas mãos diferentes sementes da floresta amazônica, representando a biodiversidade e o potencial produtivo da região.

A Amazônia pode ser a “chave” para um Brasil mais sustentável, inovador e influente no mundo — mas também corre o risco de ficar à margem do desenvolvimento nacional, caso o país siga um modelo concentrado, excludente e sem planejamento regional.

A análise faz parte do estudo Cenários Brasil 2045, publicado em 2025 pela Escola de Guerra Naval, com apoio da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O material traça quatro futuros possíveis para o país até 2045, incluindo um cenário no qual o desenvolvimento se dá de forma desigual — chamado de “Ilhas de Desenvolvimento”.

Amazônia é um ativo de valor global

Nos cenários mais positivos, a Amazônia é vista como um ativo estratégico de valor global, central na geração de créditos de carbono, na bioeconomia e no equilíbrio climático.

O estudo destaca que, com os investimentos certos em inovação, infraestrutura e qualificação, a região pode liderar uma nova economia verde baseada em conhecimento e biodiversidade.

Por outro lado, se persistirem os baixos índices de investimento público, a ausência de políticas inclusivas e o desmatamento descontrolado, a Amazônia poderá continuar vista apenas como fronteira extrativista, sem participação efetiva nos avanços nacionais.

Exclusão regional é um dos principais alertas do estudo

O estudo chama atenção para o risco de que regiões como Norte e Nordeste não acompanhem o ritmo de transformação tecnológica e econômica do país, aprofundando desigualdades históricas.

O cenário “Ilhas de Desenvolvimento” é especialmente crítico nesse ponto: mostra um Brasil com polos de excelência localizados, enquanto grandes áreas — como a Amazônia — permanecem com infraestrutura precária, acesso limitado à inovação e baixo aproveitamento do potencial humano e ambiental.

A conclusão é clara: não há desenvolvimento nacional possível sem a integração efetiva da Amazônia, tanto no campo das políticas públicas quanto da estratégia econômica e internacional do Brasil.

Publicação na íntegra

O estudo “Cenários Brasil 2045” foi publicado em este ano como parte do projeto Prospectiva para Segurança e Defesa, coordenado pela Escola de Guerra Naval, com apoio da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Confira o estudo na íntegra:


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