quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Indústria brasileira aponta as 16 profissões que serão indispensáveis até 2035; confira

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A indústria brasileira já sabe o que vai precisar na próxima década: gente qualificada para lidar com tecnologia de ponta. Um estudo do Observatório Nacional da Indústria, ligado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta 16 profissões que devem liderar a demanda do setor até 2035.

A previsão é clara: tarefas repetitivas vão desaparecer, abrindo espaço para funções que exigem análise, criatividade e domínio digital.

Segundo o superintendente do observatório, Márcio Guerra, quem está no mercado precisará se reinventar. “Será indispensável aprender continuamente, com fluência digital, capacidade de analisar dados e resolver problemas complexos”, afirma.

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De robôs a gêmeos digitais

O levantamento divide as novas ocupações em dois grupos: oito de nível técnico e oito de nível superior. Entre os cargos técnicos, destaque para áreas como cibersegurança industrial, operação de robôs e drones, manutenção preditiva e impressão 3D.

Confira a lista:

  1. técnico em microrredes e energias renováveis
  2. técnico em cibersegurança industrial
  3. técnico em manufatura aditiva (impressão 3D)
  4. técnico em manutenção preditiva
  5. técnico em internet industrial das coisas (IIoT) e conectividade industrial
  6. técnico em operação de robôs e drones autônomos
  7. técnico em realidade aumentada/virtual (RA/RV)
  8. técnico em sensoriamento remoto e geotecnologias.

A pesquisa prevê que, em dez anos, 60% das indústrias precisarão de técnicos em cibersegurança e metade buscará profissionais em microrredes de energia renovável.

Já para quem tem diploma universitário, surgem funções como cientista de dados industrial, engenheiro de inteligência artificial, especialista em gêmeos digitais e arquiteto de soluções blockchain para cadeias de suprimento.

As oito ocupações que deverão ser mais requisitadas são:

  1. gerente de inovação aberta e colaborativa
  2. gestor de sustentabilidade e economia circular
  3. especialista em gêmeos digitais (réplica virtual de um objeto ou sistema) e modelagem virtual
  4. especialista em governança algorítmica e ética digital
  5. cientista de dados industrial
  6. engenheiro de machine learning e IA (inteligência artificial) industrial
  7. engenheiro de edge computing
  8. arquiteto de soluções blockchain para cadeia de suprimentos.

O estudo também mapeia as tecnologias que vão dominar o chão de fábrica: inteligência artificial, internet industrial das coisas, blockchain, realidade aumentada, gêmeos digitais e manufatura aditiva.

No futuro, não bastará operar máquinas: será necessário entender os sistemas, analisar os dados e tomar decisões baseadas em evidências.

O recado é direto para trabalhadores e empresas: o futuro já começou, e quem não se preparar agora corre o risco de ficar para trás.

Confira o estudo na íntegra:

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