quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Bolsonaristas apostam em mais de 300 votos para urgência da anistia na Câmara

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(Foto: Vinícius Loures / Câmara dos Deputados).

Deputados da oposição acreditam ter mais de 300 votos para aprovar, já nesta semana, a urgência do projeto de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O governo, porém, aposta em uma disputa voto a voto para barrar a proposta, especialmente se o texto tentar incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avalia colocar o pedido em pauta após reunião de líderes marcada para esta terça-feira (16/9). Para aprovar a urgência, são necessários 257 votos; para o mérito, maioria simples.

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Divisão sobre alcance da anistia

Nos cálculos da oposição, um texto que trate apenas dos manifestantes presos poderia alcançar de 320 a 330 votos. Se Bolsonaro for incluído, o placar cai e a aprovação fica incerta.

Aliados de Motta dizem que sem um acordo com o governo e o Supremo Tribunal Federal, a votação pode nem ocorrer nesta semana. Para setores do Centrão, a tentativa de devolver a elegibilidade a Bolsonaro enfrenta resistência até entre partidos de direita.

No Senado, o clima é de espera. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), já avisou que não pretende pautar um perdão amplo. Ele costura um texto alternativo, com redução de penas, que poderia ter apoio de parte da base governista.

A oposição, liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), insiste em um projeto que inclua seu pai.

Enquanto o PL tenta ampliar apoios, siglas como Republicanos e PSD evitam compromisso público. O cenário indica que, mesmo com forte mobilização da oposição, a anistia ampla, especialmente a Jair Bolsonaro, enfrenta um caminho estreito e incerto no Congresso.

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