O ministro aposentado Sydney Sanches e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu o voto eletrônico durante entrevista ao 10º episódio do podcast ‘Supremo na semana’. Segundo Sanches, o processo eletrônico é auditável antes, durante e depois da eleição e da apuração.
Durante a entrevista, o ministro aposentado lembrou que no início de sua carreira chegou a datilografar títulos de eleitor e, naquela época, com o voto em papel, ocorriam denúncias de fraudes nas eleições, que só acabaram após a implantação das urnas eletrônicas.
“Participei da Justiça Eleitoral desde menino, como datilógrafo. Desde aquela época era comum ouvir alegação de fraude nas apurações. Em muitas vezes, houve prova de fraude, porque o voto era em papel. Acontecia de alguém votar em branco e uma pessoa na mesa apuradora colocar o nome de um candidato na cédula. Não há notícia de caso concreto de fraude na urna eletrônica. Não vejo motivo para voltar ao voto impresso. Seria um retrocesso. O voto impresso enseja a fraude”, disse ele.
Conforme Sanches, as urnas acabaram com as suspeitas sobre o processo eleitoral. Ele ainda destacou a importância e necessidade do envolvimento das legendas no monitoramento.
“Isso (passado de fraudes) foi combatido com a urna eletrônica, que é auditável antes, durante e depois da eleição e da apuração. Os partidos políticos podem participar da fiscalização e podem requerer a auditagem, que é feita pelo TSE, o maior interessado em que a eleição retrate mesmo a vontade popular.”
Decisões do STF durante a pandemia
Sanches também elogiou as decisões tomadas pelo STF durante a pandemia da Covid-19.
“As decisões que o Supremo tomou até agora, concordaria com todas, inclusive a que tratou da competência concorrente da União, dos estados e municípios na área da saúde. (…) O presidente encarou isso como se tivesse retirado a competência dele. Não. A competência dele não estava em discussão. O que estava em discussão era se os estados e municípios tinham competência concorrente para legislar a respeito da proteção da saúde”, analisou o ministro aposentado.
Com informações do portal STF de Notícias
Leia Mais: