quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Cúpula do Judiciário ouve povos indígenas sobre violência e ameaças no Vale do Javari

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os presidentes do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e do STJ, Herman Benjamin, estão no Amazonas para acompanhar de perto os conflitos e ameaças enfrentados por comunidades indígenas na fronteira.

Eles desembarcaram ontem (21/08) em Tabatinga, no Alto Solimões, e cumprem agenda nesta sexta-feira (22/08) para o Vale do Javari, em Atalaia do Norte, onde participam de um encontro com povos indígenas.

O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador Jomar Fernandes, está acompanhando a agenda dos ministros no Alto Solimões.

Pela manhã, os magistrados foram até a Aldeia Txexe Wassa, localizada no município de Atalaia do Norte, na região de fronteira com Peru, e à tarde participaram de uma reunião dos Povos Indígenas do Vale do Javari na Câmara de Vereadores de Atalaia.

Também participaram desse encontro a presidente da Fundação dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana. Os ministros conversaram com lideranças indígenas e representantes das Associações do Rio Jaquirana, das Mulheres Indígenas, do Rio Ituí, Marubo, do Povo Matis e dos Culinas, além de representantes das Organização Mayuruna e da Univaja.

A visita ocorre em um dos territórios mais sensíveis da Amazônia, marcado por invasões de terras indígenas, caça e pesca ilegais, extração de madeira e tráfico de drogas.

Outros juízes do TJAM que atuam em comarcas da região, como Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte, além de servidores do Poder Judiciário amazonense, também acompanham a agenda dos ministros no Amazonas.

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A região ganhou maior visibilidade internacional após os assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em 2022, episódio que escancarou a ausência do Estado e os riscos enfrentados por comunidades e defensores do meio ambiente.

Barroso cumpre um roteiro semelhante ao realizado por sua antecessora, Rosa Weber, que também visitou o Vale do Javari antes de deixar a presidência do STF. O ministro permanece no cargo por mais 38 dias e será substituído por Edson Fachin em 29 de setembro.

Após as reuniões, Barroso retorna a Brasília ainda nesta sexta-feira, enquanto Herman Benjamin permanece no Amazonas até amanhã.

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