quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Amazonas busca recursos para ajudar 545 mil famílias que podem ser afetadas pela estiagem

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Bombeiros atuam em apoio a comunidades afetadas pela seca no Amazonas, transportando suprimentos e oferecendo suporte em áreas de difícil acesso (Foto: Divulgação/Defesa Civil)
Bombeiros atuam em apoio a comunidades afetadas pela seca no Amazonas, transportando suprimentos e oferecendo suporte em áreas de difícil acesso (Foto: Divulgação/Defesa Civil)

O Governo do Amazonas solicitou ao presidente Lula a liberação de crédito extraordinário para prevenir os impactos da estiagem prevista para os próximos meses.

A medida busca atender mais de 545 mil famílias ribeirinhas, indígenas e quilombolas que podem ser afetadas pela seca nos rios do estado.

O pedido foi apresentado ao ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, pelo secretário da Defesa Civil, Francisco Máximo, a titular da Secretário de Estado de Assistência Social (Seas), Kely Patrícia, e o diretor-presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), Breno Penha.

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Ações priorizam comida, água e apoio aos ribeirinhos

Segundo Francisco Máximo, a prioridade é garantir comida, água potável e apoio emergencial às comunidades isoladas antes que a situação se agrave.

O recurso solicitado permitirá ampliar a distribuição de cestas básicas, kits de higiene, gás e água para as áreas mais vulneráveis.

O governo também pediu medidas especiais no Bolsa Família, como antecipação de pagamentos, liberação de saques sem cartão ou documento e suspensão de bloqueios por falta de atualização cadastral.

Apesar de a estiagem prevista ser considerada de leve a moderada, a Defesa Civil estima que entre 20 e 30 municípios podem ser impactados, principalmente nas calhas dos rios Purus, Madeira e Juruá.

Entre as ações preventivas estão o envio de purificadores, instalação de estações móveis de tratamento de água, distribuição de ajuda humanitária e monitoramento constante dos níveis dos rios.

Durante a reunião, também foi discutida a certificação da Aadesam como entidade beneficente de assistência social, o que permitirá ampliar o alcance das ações e garantir isenções fiscais para reforçar o apoio às comunidades.

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