A qualidade da água da bacia do Tarumã Açu, localizada na zona oeste de Manaus, está piorando, e especialistas alertam para a necessidade de medidas imediatas de proteção.
Sem ações rápidas, as futuras gerações podem não ter mais esse manancial em condições adequadas para uso.
Essa conclusão consta no Relatório Técnico 001/2025, feito pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) a pedido do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
O documento analisou 15 pontos da bacia durante três anos e identificou uma queda contínua na qualidade da água, apesar da bacia ainda conseguir absorver parte dos poluentes.

A bacia do Tarumã Açu, que cobre uma área de mais de 1.300 km² entre as zonas Norte e Oeste de Manaus, sofre pressão humana crescente.
Aterro sanitário, ocupações irregulares, condomínios, marinas, e flutuantes contribuem para o descarte incorreto de resíduos e drenagem inadequada, causando a degradação dos rios e igarapés.
Relatório utiliza o Índice de Qualidade da Água (IQA)
O relatório utilizou o Índice de Qualidade da Água (IQA) para avaliar os parâmetros de oxigênio dissolvido, nutrientes como nitrogênio e fósforo, sólidos dissolvidos, entre outros.
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Embora o IQA geral seja considerado aceitável, vários pontos apresentaram condições sanitárias preocupantes que exigem atenção imediata das autoridades.
Um dos problemas destacados é a eutrofização, causada pelo excesso de nutrientes, que pode comprometer a biodiversidade e o equilíbrio do ecossistema aquático.
O documento reforça a importância do monitoramento contínuo e da transparência nos dados para garantir a gestão sustentável da bacia.
O químico Sérgio Duvoisin Júnior, responsável pelo estudo, alerta que os resultados da análise indicam que a bacia do Tarumã Açu está enviando um alerta urgente para agir agora, evitando danos irreversíveis.

Para preservar esse recurso vital, o relatório recomenda a redução dos poluentes de origem humana e a implementação de políticas públicas eficientes para controlar o impacto ambiental.
Sem essas ações urgentes, a água do Tarumã Açu pode deixar de ser um recurso seguro e disponível para a população de Manaus.
Confira o relatório na íntegra:
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