A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) pode ter, em 2022, o retorno de um político com mais de 30 anos de vida pública. O deputado federal Bosco Saraiva (Solidariedade), em entrevista exibida nesta quarta-feira (4), à TV RealTime1, anunciou que na próxima Eleição disputará uma vaga no parlamento estadual. Bosco falou, também, sobre a proposta de voto impresso auditável defendida pelo Governo Federal e avalia os argumentos de Bolsonaro como uma formar de discriminação ao povo brasileiro.
O deputado federal avalia que, no atual momento, pode construir muito mais com o povo do Amazonas estando no Estado que o elegeu para a Câmara Federal.
Bosco Saraiva já foi vereador da cidade de Manaus, esteve na Aleam, foi secretário de governo, vice-governador do Amazonas e atualmente cumpre o mandato de deputado federal após ter sido eleito com mais de 55 mil votos em 2018, representando 3,1% dos votos válidos.
“Eu percorri muitas estradas diferentes. A pauta de Brasília é muito interessante, mas a pauta estadual me interessa mais que a federal. A pauta de debate federal é muito interessante, mas tem 518 pra cuidar. Levando em conta um pouco da experiência que adquiri durante os 30 anos de atividades interruptas na vida pública, eu pretendo contribuir com a juventude, se assim o povo aceitar e me permitir fazendo política por mais quatro anos, cuidando do meu Estado. Com a experiência vivida em Brasília, com as relações construídas em Brasília e o fortalecimento dentro do meu partido, acho que contribuo melhor para o meu povo estando aqui”, explica o deputado.
Voto impresso auditável é retroceder ao passado
Para Bosco, o voto impresso é um retrocesso e Bolsonaro não conseguiu provar o que vem falando desde que foi eleito: que possivelmente houve fraude nas urnas. “Bolsonaro não falou em provas, falou em possibilidade de indícios. Tem uma realidade muito distante daquilo que seria necessário para influenciar a comissão, da qual eu faço parte. De 1996 pra cá não há um único caso que tenha sido comprovado de fraude nas Eleições no formato que temos”, avalia Bosco Saraiva.
Para o deputado do Solidariedade, os argumentos de Bolsonaro se resumem a discriminação ao povo brasileiro. “Essas coisas de dizer que só tem Brasil botão [voto eletrônico nas urnas], isso é de uma discriminação tão grande com a capacidade brasileira de fazer as coisas. Quem usa esse argumento é tão pobre de argumentação que diminui a capacidade do Brasil de produzir coisas”, dispara.
O que Bolsonaro quer, segundo Bosco Saraiva, é conferir aquilo que já está conferido. Para o deputado, é preciso observar que a notícia do voto impresso rememora na mente de muitos aquele sistema antigo [antes das Eleições de 1996, com o uso das urnas eletrônicas].
“O manuseio desses milhões de votos, no Brasil inteiro, não só nas capitais, mas nos Bolsões de pobreza [algumas comunidades do Norte e Nordeste], no sertão, no interior da Amazônia, no Vale do Jequitinhonha, onde muitos territórios ainda tem dono, nas áreas periféricas onde o crime organizado comanda sim algumas áreas, pode ter a possibilidade de haver manipulação”, acredita o deputado.
Assista à entrevista na íntegra:
Texto: Isac Sharlon
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