quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Tentativa de controlar narrativa falha e maioria apoia prisão de Bolsonaro, aponta Quaest

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Foto: Divulgação/Assessoria de Jair Bolsonaro

Mesmo com uma mobilização organizada de seus apoiadores, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado na disputa de narrativas nas redes sociais após a decretação de sua prisão domiciliar.

Levantamento realizado pela Quaest, divulgado nesta terça-feira (5/8), revela que 53% das postagens nas principais plataformas digitais foram favoráveis à prisão, contra 47% contrárias à medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: Quaest

A análise se baseia em 1,16 milhão de menções ao tema feitas até as 21h de segunda-feira (4/8), em redes como X (antigo Twitter), Facebook, Instagram, YouTube e Reddit.

Ao todo, mais de 400 mil usuários distintos participaram das conversas, que alcançaram cerca de 8,6 milhões de visualizações por hora.

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A decisão judicial contra Bolsonaro gerou mais engajamento do que a sanção norte-americana baseada na chamada Lei Magnitsky contra Moraes.

Segundo a Quaest, a prisão domiciliar do ex-presidente foi o segundo tema mais citado por hora, atrás apenas da operação da Polícia Federal contra ele em 18 de julho.

Fonte: Quaest

Ação bolsonarista organizada, mas sem vitória

Segundo a Quaest, a reação dos perfis bolsonaristas foi rápida e coordenada. A estratégia girou em torno da narrativa de “perseguição política”, apresentando a prisão como uma retaliação orquestrada por Moraes, e não como um desdobramento legal. Termos como “ditador de toga” e acusações de abuso de autoridade dominaram esse campo do debate digital.

Do outro lado, internautas alinhados à esquerda não agiram com a mesma organização, mas foram maioria. A Quaest aponta que a base progressista reagiu de forma mais espontânea e descentralizada, com mensagens comemorativas, como as hashtags “#GrandeDia” e “#BolsonaroPreso”, embora sem uma narrativa unificada.

Para os analistas, a tendência é que o assunto continue repercutindo fortemente nos próximos dias. Isso porque influenciadores e políticos com grande presença digital estão entrando no debate, o que deve manter o tema em evidência.

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