O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB/AL), estimou, nesta terça-feira (3), que pretende entregar o relatório final em setembro, um mês antes de expirar o prazo de 90 dias concedido pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG).
“A gente sabe como uma CPI começa, mas não sabe como termina. No entanto, a minha determinação é entregar o relatório o mais cedo possível para que possamos dar seguimento às providências necessárias para punir os responsáveis pelas mais de 557 mil mortos pela Covid-19”, adiantou Calheiros.
Outra decisão anunciada pelo relator foi a retirada do requerimento que pedia a quebra dos sigilos bancários, fiscal e telemático (de internet) da rádio Jovem Pan, de São Paulo. Renan esclareceu que o requerimento foi apresentado pela assessoria durante o recesso parlamentar e sequer tinha a assinatura dele, mas isso não foi suficiente para abafar as críticas dos senadores governistas na CPI.
“Retirada do requerimento não encerra a ofensa contra a liberdade de imprensa e de expressão, preceitos fundamentais da Constituição”, criticou o senador Marcos Rogério (DEM/RO), que é jornalista.
Na manhã desta terça-feira a CPI da Covid ouve o reverendo Amilton Gomes de Paula, coordenador da Secretaria Nacional de Assistência Humanitária, uma ONG [Organização Não-Governamental] que negociou a venda de vacinas para o Ministério da Saúde. Antes, contudo, está na pauta a votação de 130 requerimentos de convocação de testemunhas e de quebras de sigilo.
Texto: Gerson Severo Dantas
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