O Ministério das Cidades confirmou que o governo federal pretende utilizar parte do residencial Viver Pratinha para os participantes da COP 30, evento que ocorrerá em Belém, no final deste ano.
Das 768 unidades habitacionais previstas para o empreendimento, 256 moradias estarão disponíveis para estadia temporária durante a cúpula climática. A entrega dessas unidades está prevista para outubro de 2025, conforme o cronograma do Ministério das Cidades.
Segundo a pasta, as intervenções no residencial Viver Pratinha estão em ritmo constante e em fase avançada, com a conclusão das instalações hidráulicas e de esgoto.
O governo federal já investiu R$ 40 milhões no projeto, que integra a faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida, destinado a famílias com renda mensal de até R$ 2,6 mil.
O projeto, que conta com 768 unidades habitacionais distribuídas em 48 blocos, cada um com quatro andares e quatro apartamentos por andar, tem a previsão de beneficiar mais de 3 mil pessoas.
Em relação à utilização do Viver Pratinha durante a COP 30, a proposta é que as 256 unidades, situadas em 16 blocos, sejam usadas para hospedar delegações e visitantes internacionais, especialmente devido à necessidade de ampliação da oferta de acomodações durante o evento.
O empreendimento é uma das principais medidas adotadas pelo governo para suprir a demanda de hospedagem em Belém, cidade sede da COP 30.
Vandalismo e ocupação irregular
O Ministério das Cidades também relatou que o Viver Pratinha foi alvo de uma ocupação irregular, o que resultou em grandes danos à infraestrutura interna e externa do residencial.
Muitos itens de acabamento, como pisos, portas, janelas, tomadas, telhas, pias, vasos sanitários, cabos elétricos, entre outros, foram furtados ou destruídos.
Em 2024, o processo judicial de reintegração de posse, conduzido pela Caixa Econômica Federal, resultou na desocupação do local.
Medidas para ampliar hospedagem em Belém durante a COP 30
Além do Viver Pratinha, o governo federal adotou outras medidas para ampliar a oferta de hospedagem em Belém durante a realização da COP 30, um evento de grande porte que exigirá cerca de 15 mil leitos para acomodar autoridades, ativistas e representantes de diversos países.
Uma das principais iniciativas é a criação da Vila Líderes, que contará com cerca de 500 quartos de padrão cinco estrelas. O governo Lula destinou R$ 224 milhões, provenientes da Itaipu Binacional, para a construção dessa vila, que será transformada em um centro administrativo do governo estadual após o evento.
Este investimento faz parte dos R$ 1,3 bilhão que a Itaipu Binacional destinou à infraestrutura de Belém para a Cúpula do Clima.
Outras iniciativas incluem a adaptação de escolas públicas para serem transformadas em unidades de “hostel temporário” e a utilização de dois transatlânticos, que funcionarão como hotéis flutuantes, somando 5 mil leitos à oferta de hospedagem.
A cidade também estabeleceu parcerias com plataformas de aluguel por temporada, como o Airbnb e o Booking, que aumentaram significativamente a quantidade de anúncios de acomodações. Contudo, a estratégia enfrenta desafios devido aos altos preços praticados pelos anfitriões.
Durante a COP 30, alguns aluguéis podem alcançar valores de até R$ 51.803,00 por uma estadia de quatro pessoas em um único quarto.
Leia mais: