A indústria brasileira estima perder pelo menos 110 mil empregos caso entre em vigor a nova tarifa de 50% sobre produtos do Brasil anunciada por Donald Trump.
O tema foi discutido nesta segunda-feira (14/7) em uma reunião emergencial convocada pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, com líderes do setor em todo o país.
A medida, que segundo Trump é uma forma de retaliação ao STF por ações relacionadas à tentativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro, preocupa o setor produtivo.
Empresários defendem o adiamento da tarifa em pelo menos 90 dias, considerado o tempo mínimo necessário para avaliar os impactos e buscar alternativas diplomáticas.
Além da CNI e de representantes das federações estaduais da indústria, participou da reunião a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres.
O grupo alerta para os efeitos negativos sobre o PIB, o comércio bilateral e o emprego. Para os empresários, o diálogo técnico e a cooperação entre os dois países são essenciais para manter relações comerciais estáveis e evitar prejuízos econômicos maiores.
O governo federal prometeu encaminhar oficialmente as preocupações do setor.
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