Golpes virtuais estão afetando não apenas os consumidores, mas também a reputação das marcas envolvidas — mesmo quando não são responsáveis diretas.
Estudo da empresa Branddi, que oferece soluções de proteção no ambiente digital, revela que 6 em cada 10 brasileiros deixam de comprar de uma marca após sofrer um golpe online. Em muitos casos, esse rompimento é definitivo.
A pesquisa, realizada com 500 pessoas de todo o Brasil, mostra que 26% dos entrevistados abandonam de vez a marca; 22% só voltam a comprar se houver medidas claras de proteção; e 12% optam por uma pausa no consumo.
Além disso, muitos consumidores passam a evitar o comércio eletrônico e dão preferência às lojas físicas.
A insatisfação vai além da experiência pessoal: 41% dizem que perdem a confiança e alertam amigos e familiares. Outros 20% deixam de recomendar a marca, mesmo sem saber se ela teve responsabilidade pelo golpe.
Esse comportamento mostra o impacto da reputação digital no consumo e nas recomendações — especialmente em tempos de redes sociais e marketplaces, onde golpes são frequentes.
Segundo o estudo, os golpes mais comuns são anúncios falsos em redes sociais (71%), sites clonados (60%) e mensagens com links fraudulentos (52%).
Esses crimes digitais são considerados formas de concorrência desleal, já que usam a imagem de marcas conhecidas para enganar o consumidor.
No ranking das marcas mais citadas por estarem envolvidas, mesmo que indiretamente, estão OLX (50%), Temu (36%), AliExpress e Shopee (29%) e Mercado Livre (28%).
O Procon tem alertado sobre o aumento de perfis falsos e uso de inteligência artificial em golpes com promessas de produtos abaixo do preço de mercado.
A boa notícia é que os consumidores ainda estão abertos ao diálogo. Para 53% dos entrevistados, o que ajuda a restabelecer a confiança é a presença de medidas visíveis de proteção nos sites. Outros 42% valorizam um posicionamento público e a comunicação ativa sobre fraudes nos canais oficiais.
A pesquisa ainda apontou que metade dos consumidores que caíram em golpes foram atraídos por ofertas tentadoras, enquanto 42% agiram com pressa ou distração.
Para reduzir riscos, a orientação é que as marcas mantenham preços claros, identidade visual padronizada e canais de atendimento acessíveis.
A conclusão é clara: reputação digital é ativo estratégico. Marcas que se posicionam, previnem e comunicam com transparência conseguem manter — ou recuperar — a confiança do consumidor, mesmo em um ambiente cada vez mais vulnerável a fraudes.
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