quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Tecnologia do governo do Amazonas ajuda a reduzir desmatamento e focos de calor no Estado

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Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas do Ipaam
Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas do Ipaam

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) registrou queda significativa nos índices de desmatamento e focos de calor no estado durante o mês de junho de 2025. Os dados do Sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que a área desmatada caiu 52,46%, passando de 13.915 hectares em junho de 2024 para 6.614 hectares no mesmo mês deste ano.

Os alertas de desmatamento também recuaram 60,76%, com 255 registros em junho de 2025, frente aos 650 registrados no mesmo período do ano passado. A maior redução foi observada nos focos de calor, que diminuíram 64,72%, de 258 ocorrências em junho de 2024 para 91 no último mês.

Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, os resultados refletem o reforço na vigilância ambiental e o uso intensivo de tecnologias. “Acompanhamos quase em tempo real as alterações na cobertura florestal do estado, o que assegura maior agilidade na resposta aos crimes ambientais”, afirmou.

Centro de Monitoramento Ambiental

Parte fundamental do monitoramento é realizada pelo Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), coordenado pelo Ipaam. O centro opera com dez painéis interativos (dashboards) que atualizam diariamente informações sobre desmatamento e focos de calor nos municípios do Amazonas, inclusive em áreas de Cadastro Ambiental Rural (CAR), unidades de conservação e terras indígenas.

A coordenadora do CMAAP, Priscila Carvalho, explicou que os dados sobre focos de calor são analisados com cautela, pois nem todas as ocorrências representam queimadas ilegais. “Os focos podem ter origem em processos naturais ou em queimadas autorizadas. Por isso, antes de qualquer penalidade, é feita uma análise técnica de cada caso”, afirmou.

Ações integradas e punições

O técnico do CMAAP, Bruno Affonso, destacou que a extração ilegal de madeira costuma anteceder o período de queimadas e integra um ciclo de degradação ambiental. Ele acrescentou que queimadas em áreas agropastoris exigem autorização e critérios técnicos. Quando praticadas de forma irregular, a multa pode chegar a R$ 3 mil por hectare, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008.

A legislação também prevê multa de R$ 5 mil por hectare desmatado ilegalmente, valor que pode dobrar em caso de uso de fogo. O Ipaam aplica embargos administrativos às áreas afetadas, além de apreender equipamentos usados nas infrações.

Municípios com maiores índices

Em junho de 2025, os municípios com maior área desmatada foram:

  • Lábrea: 2.103 hectares
  • Apuí: 1.276 hectares
  • Boca do Acre: 890 hectares

Essas três cidades também lideram os alertas de desmatamento. Já os focos de calor foram mais frequentes em:

  • Manicoré: 32 ocorrências
  • Novo Aripuanã: 19 ocorrências
  • Humaitá: 11 ocorrências

A população pode colaborar com as fiscalizações ambientais denunciando práticas ilegais pelo WhatsApp da Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa): (92) 98557-9454.

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