quarta-feira, 23 de setembro de 2026

SUS muda vacina da meningite e crianças de 12 meses passam a receber dose mais completa

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Sintomas da meningite. (Foto: Reprodução)

Começou a valer nesta terça-feira (1º/07) a mudança no calendário vacinal contra meningite. A vacina ACWY passa a ser aplicada em crianças de 12 meses pelo SUS, substituindo a dose de reforço que era feita com a vacina meningocócica C.

O Ministério da Saúde oficializou no fim de semana a atualização no esquema de vacinação infantil contra a meningite. A partir de hoje, o reforço aos 12 meses de idade, que antes era feito com a vacina meningocócica C, será substituído pela meningocócica ACWY, que oferece proteção contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis: A, C, W e Y.

Até então, a vacina ACWY era administrada exclusivamente em adolescentes entre 11 e 14 anos, com dose única ou reforço, conforme o histórico vacinal.

Com a mudança, o governo pretende ampliar a cobertura contra as formas mais graves da meningite bacteriana, que continuam sendo uma preocupação de saúde pública no Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, crianças que já completaram o esquema com a vacina meningocócica C (duas doses e reforço) não precisam receber a nova dose. Já as que ainda não tomaram o reforço aos 12 meses podem receber diretamente a ACWY.

Casos em alta em 2025

Dados atualizados do ministério mostram que o Brasil registrou 4.406 casos confirmados de meningite neste ano. Desses, 1.731 são do tipo bacteriana, considerada a forma mais grave, 1.584 são virais e 1.091 têm outras causas ou origem não identificada.

Além da vacina ACWY, outras vacinas do calendário infantil como BCG, penta e pneumocócicas (10, 13 e 23-valente) também oferecem alguma proteção contra tipos específicos da meningite.

Doença grave e sazonal

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, parasitas ou fatores não infecciosos.

Segundo o Ministério da Saúde, as formas bacterianas são mais frequentes no outono e inverno, enquanto as virais ocorrem com maior incidência na primavera e no verão.

A vacinação continua sendo a principal estratégia de prevenção.

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