A fusão entre Solidariedade e PRD, que deve ser anunciada oficialmente nesta quarta-feira (25/06) na Câmara dos Deputados, não deve terá grandes impactos na política do Amazonas.
A nova federação, criada para fortalecer as legendas nas eleições de 2026 e superar a cláusula de barreira, deverá continuar tendo atuação tímida no estado.
Enquanto o PRD é liderado pelo deputado estadual Felipe Souza e conta com dois vereadores na Câmara Municipal de Manaus (Thaysa Lippy e Sérgio Baré), o Solidariedade está sem representação na capital, na Assembleia Legislativa e no Congresso.
Além disso, o Solidariedade enfrenta instabilidade interna após intervenção do diretório nacional, que retirou todos os dirigentes regionais de seus cargos.
No atual cenário, o PRD integra a base de apoio do governador Wilson Lima (União Brasil). Já o Solidariedade, que antes fazia parte da aliança de Omar Aziz, vive um momento de indefinição, o que torna incerto quem comandará a nova federação no estado.
Em nível nacional, a nova federação contará com 10 deputados federais — cinco de cada partido — e busca garantir o acesso ao Fundo Partidário e à propaganda eleitoral gratuita, condições exigidas pela cláusula de barreira.
Atualmente, essa regra determina que as federações elejam pelo menos 11 deputados federais em nove estados, ou obtenham 2% dos votos válidos em pelo menos nove unidades da federação, com um mínimo de 1% em cada.
A partir das eleições de 2026, a exigência será ainda maior: 13 deputados em nove estados ou 2,5% dos votos válidos em nove unidades, com no mínimo 1,5% por estado.
Apesar do foco nacional e do objetivo estratégico de sobrevivência política, a formação da nova federação entre Solidariedade e PRD não altera o equilíbrio político no Amazonas, onde a representação de ambas as siglas é limitada e, no caso do Solidariedade, fragilizada.
Leia Mais: