terça-feira, 22 de setembro de 2026

Professores pedem 10% de reajuste, Prefeitura oferece 5,48% e sindicato discute possiblidade de greve

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Professores em greve no Amazonas
Poucos sindicatos de categorias profissionais do Amazonas possuem capacidade de mobilização dos trabalhadores. (Arquivo)

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) convocaram para esta quarta-feira (18/06), às 16h e 16h30, em locais diferentes, assembleias para reunir os servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) tendo em pauta a questão salarial da categoria.

No caso do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária com primeira chamada às 16h30 e segunda às 17h. A reunião será realizada no Centro de Eventos Maanain, no bairro Cidade Nova, zona norte da capital. Será discute a possibilidade de greve da categoria.

A principal pauta da assembleia será definir a posição da categoria do magistério municipal em relação à aprovação do Projeto de Lei nº 350/2025, que estabelece um reajuste salarial de 5,48% para os professores da rede pública de ensino. O texto foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus sem alterações, o que gerou insatisfação entre os profissionais da educação, que reivindicam um reajuste de 10%.

O Asprom-Sindical afirma que o projeto foi aprovado sem diálogo com a categoria e critica a condução da matéria pelo prefeito David Almeida (Avante), a quem o sindicato acusa de autoritarismo. Segundo os organizadores da assembleia, o encontro será uma oportunidade para os profissionais manifestarem seu descontentamento e definir os próximos passos do movimento.

“Vamos discutir na Assembleia Geral, a possibilidade de greve diante do autoritarismo do prefeito David Almeida, por ter quebrado a mesa de negociação e ter insistido no PL que concede aos professores um reajuste salarial de 5,48% que nem repõe a inflação do período da data-base”, afirmou Helma Sampaio, Coordenadora Administrativa do Asprom-Sindical.

A entidade sindical reforçou o chamado à participação da categoria, destacando que o momento exige união diante do que classificam como desrespeito à valorização do magistério.

Data-base Seduc e Semed

Enquanto a assembleia convocada pela Asprom-Sincical diz respeito à categoria municipal, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) convoca os trabalhadores tanto da Seduc quanto da Semed para a assembleia que será realizada às 16h no Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro), localizado à rua Bernardo Ramos, 187 – Centro.

Na pauta, a data-base dos servidores da educação das secretarias municipais e estaduais. A assembleia do Sinteam, contudo, não prevê analisar junto à categoria a possibilidade de greve.

A realização das duas assembleias no mesmo dia, quase no mesmo horário, com a mesma categoria profissional revela um racha no sindicalismo da educação no Amazonas, já que as dias entidades sindicais não se unem e acabam, assim, dividindo a categoria, sob o argumento de que a sindicalização é livre e o trabalhador escolhe quem quer que o represente.

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