quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Pazuello e a CoronaVac: vídeo teria sido sugerido pela assessoria ministerial

Em nota, Pazuello nega negociação de compra de vacina em agenda extra-oficial e diz que foi apenas 'cumprimentar representantes' da World Brands, que pediam valor triplicado.
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O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, divulgou na noite de ontem (16) uma nota em resposta à matéria publicada na Folha de S. Paulo na qual afirma que, no período à frente da pasta, não negociou aquisição de vacinas com empresários.

“Enquanto estive como ministro, em momento algum negociei com empresários, fato que já foi reiteradamente informado à CPI e em outras instâncias”, escreveu o general da ativa.

A resposta refere-se à uma suposta promessa que Pazuello teria feito a intermediadores da World Brands Distribuidora S/A, afirmando que compraria 30 milhões de doses da CoronaVac, oferecidas por quase o triplo do que, antes, foi negociado com o Instituto Butantan.

Apesar de negar a negociação, no vídeo Pazuello diz aos telespectadores de que havia assinado um memorando de entendimento para a compra.

“Já saímos daqui hoje com o memorando de entendimento já assinado e com o compromisso do ministério de celebrar o contrato no mais curto prazo possível para podermos receber essas 30 milhões de doses para atender a nossa população”, diz o então ministro no vídeo.

Tal negociação ocorreu em uma reunião fora da agenda oficial dentro do ministério no dia 11 de março e o desfecho registrado em um vídeo, segundo Pazuello que aparece nas imagens ao lado de quatro pessoas que representam a World Brands, foi uma sugestão da assessoria de Comunicação da Saúde.

A gravação obtida pela Folha foi encaminhada aos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que acontece no Senado Federal.

Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo

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