O presidente Lula anunciou um investimento histórico de R$ 825,7 milhões no Ibama para fortalecer o combate ao desmatamento ilegal na Amazônia.
Os recursos vêm do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, e marcam o maior aporte já feito no setor ambiental pelo governo federal.
Ao lado da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, Lula oficializou o projeto “Fortalecimento da Fiscalização Ambiental”, que terá validade de cinco anos e atuação direta na Amazônia Legal.
A proposta inclui cinco frentes principais:
- fiscalização remota com uso de inteligência geoespacial;
- modernização de sistemas informatizados;
- aquisição de equipamentos e estrutura operacional;
- ampliação da frota aérea com aviões e drones;
- formação de equipes técnicas especializadas.
Segundo o Ibama, o objetivo é ampliar a capacidade de controle e monitoramento, garantindo respostas mais rápidas e eficientes contra crimes ambientais. As ações também vão reforçar o trabalho em áreas indígenas e protegidas.
O projeto está alinhado ao Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e à meta de desmatamento zero até 2030. Nos últimos dois anos, o desmatamento caiu 22% em 2023 e 31% em 2024, e a expectativa é consolidar esses avanços.
O investimento, segundo o governo, reforça o papel do Ibama nas ações de comando e controle na floresta e mostra o compromisso do Brasil com a proteção da Amazônia e o combate às mudanças climáticas.
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