quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Novo coronel surge nas negociações suspeitas para compra de vacinas

O vendedor Cristiano Carvalho, suposto procurador da Davati Medical Suplly, apontou a participação do coronel Hélcio Bruno nas negociações com o Ministério da Saúde.
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O vendedor Cristiano Carvalho, apontado como representante da Davati Medical Supply no Brasil, revelou a participação de mais um militar nas negociações para a venda de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca para o Ministério da Saúde. O novo nome em questão é o do coronel da reserva do Exército, Hélcio Bruno de Almeida.

De acordo com Cristiano, que depõe nesta quinta-feira (15), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, foi Hélcio e o reverendo Amilton Gomes de Paula que intermediavam o negócio com autoridades do ministério.

Logo no início do depoimento, Cristiano Carvalho informou que participou das negociações após ser procurado pelo representante comercial Luiz Paulo Dominguetti e o reverendo Amilton Gomes de Paula, que tinham contatos com o ex-diretor de Logística da Saúde, Roberto Ferreira Dias.

“Eles me levaram a Brasília para uma reunião no Ministério e, antes, fizemos uma reunião no Instituto Força Brasil, que é dirigido por Hélcio Bruno. Lá me explicaram que este instituto é uma ONG que trabalha com questões humanitárias”, relatou o vendedor.

De acordo com o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), o Instituto Força Brasil é investigado na CPMI das Fake News por disseminar informações falsas em redes sociais. “É mais um elemento que temos para analisar”, disse Randolfe.

Sobre o pedido de propina de US$ 1 por cada dose de vacina contratada por Roberto Ferreira Dias, Cristiano Carvalho afirmou que Luiz Paulo Dominguetti jamais usou a palavra propina, mas sim “comissionamento”.

Cristiano também falou sobre suas relações com Roberto Dias e o tenente-coronel Marcelo Blanco, o depoente disse que foi procurado por eles e para provar abriu mão do sigilos telefônico e telemático (internet) para que a CPI pudesse comprovar.

Texto: Gerson Severo Dantas

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