Uma pesquisa realizada pela plataforma DataCamp aponta que 51% dos brasileiros consideram mudar de profissão em algum momento da vida.
Entre os entrevistados, 56% acreditam que a transição de carreira será cada vez mais comum para esta e para as próximas gerações.
O levantamento foi feito com 500 pessoas de diferentes regiões, faixas etárias e classes sociais, no dia 14 de fevereiro de 2025, por meio de plataforma online.
Segundo o estudo, a disposição para a mudança é acompanhada de cautela: 17% avaliam o movimento como positivo, mas têm receio de arriscar, e outros 16% também reconhecem os benefícios, mas avaliam que o mercado de trabalho não está favorável no momento. Apenas 6% dos entrevistados descartam a possibilidade de uma transição profissional.
Além disso, 40% consideram que a viabilidade da mudança depende da área de atuação, reforçando que fatores estruturais, como empregabilidade e demanda, influenciam diretamente a decisão.
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Tecnologia é vista como setor mais estratégico
A área de tecnologia lidera o ranking das mais promissoras para quem busca reorientação de carreira. Para 76% dos entrevistados, setores como programação, desenvolvimento de software e cibersegurança oferecem boas oportunidades.
Em segundo lugar aparece o campo da inteligência artificial e machine learning, citado por 72% dos participantes.
Outros segmentos também foram destacados:
- Comunicação e Marketing Digital – 47%
- Finanças (como planejamento financeiro e contabilidade) – 30%
- Vendas e Gestão Comercial – 23%
- Sustentabilidade, ESG e Energias Renováveis – 22%
- Design (gráfico e de produto) – 22%
Martijn Theuwissen, diretor de operações da DataCamp, afirmou que a atratividade da tecnologia se explica pela expansão contínua do setor e pelo surgimento constante de novas especialidades.
“A criação da inteligência artificial revolucionou tudo que sabemos sobre tecnologia — não à toa ela aparece no ranking, em segunda colocação, como área mais promissora, mas seu surgimento nos mostra que ainda há muito para ser descoberto”, disse.
Inteligência emocional é a habilidade comportamental mais valorizada
O levantamento também investigou as competências comportamentais mais importantes no contexto de mudança de carreira. A inteligência emocional foi mencionada por 67% dos entrevistados como a principal soft skill. Na sequência aparecem:
- Comunicação interpessoal – 65%
- Capacidade de aprender – 63%
- Trabalho em equipe – 60%
- Resolução de problemas – 58%
Segundo Theuwissen, o domínio dessas habilidades pode ser decisivo em processos de recrutamento.
“Desenvolver essas capacidades e saber valorizar as que já são dominadas, é um caminho essencial para um profissional que busca se desenvolver no mercado. No processo de transição de carreira, em um momento que o trabalhador está buscando novas oportunidades, as habilidades emocionais podem ser o diferencial que irão fazê-lo se destacar frente à uma vaga”, destacou.
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