Cinco vereadores do município de Tabatinga, a 1.106 quilômetros de Manaus, protocolizaram nesta terça-feira (13) um requerimento solicitando ao presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Bardales (PROS) a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação.
A iniciativa visa a investigar o envolvimento do prefeito de Tabatinga Saul Bemerguy (MDB), do vice-prefeito Plínio Cruz (Republicanos) e seus secretários por desvios de recursos federais.
O pedido foi aberto pelos vereadores Dr. Junior Olimpio (PSD), Deney (PP), Marcela Tenório (Cidadania), Arlinda (PP), Testa (PSL) com base na operação Maguta, deflagrada pela Polícia Federal no município, que apura possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude em licitação, desvio de recursos públicos, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Assinaturas suficientes
Os parlamentares de Tabatinga afirmam que há fortes indícios de envolvimento do prefeito e de servidores do município no desvio de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Caso seja aceito pela Câmara, o processo já tem assinaturas suficientes para a abertura.
O grande empecilho para a apuração dos fatos dentro da Câmara Municipal de Tabatinga é o parentesco. Paulo Bardales é genro de Saul Bemerguy. Mesmo com constantes denúncias de irregularidades, o presidente da Câmara se abstém de se posicionar contra o prefeito.
“Estamos confiantes que desta vez o protecionismo não irá vigorar. Os desvios do dinheiro público afetam cada morador de Tabatinga, que deixa de receber serviços de qualidade por má aplicação dos recursos”, afirmou Dr. Junior Olimpio.
O prefeito foi afastado do cargo por 90 dias, juntamente com oito servidores que estão proibidos de transitar nas dependencias as repartições públicas. Quem assume a vaga é o vice-prefeito até que haja esclarecimentos sobre os fatos pela Justiça Federal.
Texto: Giovanna Marinho
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