O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) acatou a representação feita pelo cidadão Raione Cabral Queiroz contra a deputada Mayara Pinheiro (PP) por suspeita de improbidade administrativa.
O despacho do TCE, que está sob o número 734/2021, pede, além da urgência na análise do caso, que se encaminhe o processo à relatoria para apreciação da medida cautelar.
Na denúncia registrada no TCE, Raione apresenta nove nomes ligados diretamente à parlamentar que estão vinculadas ao seu gabinete, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), mas que, segundo Raione, dois deles não desempenham quaisquer funções e sequer estiveram na Casa Legislativa, numa sinalização de que apenas recebiam os salários mensais. Para o denunciante, o ‘apadrinhamento’ de Mayara, apesar de corriqueira no país, é uma conduta “totalmente reprovável”.
“A conduta praticada pela deputada Mayara Pinheiro (contratação de funcionário fantasma) consiste naquela pessoa nomeada para um cargo público que jamais desempenha as atribuições que lhe cabem, recebe sem trabalhar, enriquece ilicitamente à custa do erário e do suor do contribuinte, na maior parte das vezes com remunerações muito superiores à da maioria da população brasileira, que não conta com o denominado padrinho”, diz trecho da representação.
Os nomes apontados ao TCE foram: Maria do Rosário Lima das Chagas, sogra de Mayara; Neide Maria Freire da Silva, ex-madrasta da deputada; Vívian Silva da Costa, ex-madrasta da deputada; Sascha Thaís Cavalcante de Almeida, atual madrasta de Mayara; Déborah Feitosa Martins, babá da filha da deputada; Thiaury Joaquina Amaral Pinheiro, tia da deputada; Manuel Jamil Cavalcante de Almeida, tio da madrasta de Mayara; Guillermo Alfonso Galindo Cardenas Nieto, primo da deputada; e Sabrina Marins Mamed.
O RealTime1 buscou ouvir o posicionamento da parlamentar sobre a decisão do órgão. Por meio da assessoria, foi comunicado que até o momento, 12h desta terça (13), a deputada Mayara Pinheiro ainda não havia sido notificada pelo TCE.
Da Redação
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