O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 80 milhões do Fundo Clima para financiar a re.green, startup brasileira especializada em restauração florestal em larga escala.
O recurso será utilizado para recuperar áreas degradadas no Arco da Restauração, que abrange territórios do leste do Maranhão ao Acre, passando pelo sul do Pará, Mato Grosso e Rondônia, além de projetos na Mata Atlântica.
A operação marca a primeira vez que a rotulagem de biodiversidade, reconhecida pela S&P Global Ratings (agência de avaliação de risco de crédito) com avaliação “Verde Escuro”, é aplicada a um projeto de restauração no Brasil.
Esse selo internacional demonstra alto alinhamento aos princípios globais de finanças sustentáveis, garantindo transparência e impacto ambiental mensurável.
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Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o investimento reforça o papel do Fundo Clima, criado pelo governo federal, como ferramenta estratégica para combater os efeitos das mudanças climáticas no país e estimular projetos que conciliem viabilidade econômica com benefícios ambientais e sociais.
Além do aporte do BNDES, a operação conta com fiança do Bradesco e assessoria ESG do Bradesco BBI, que estruturou o Framework de Títulos Sustentáveis e de Biodiversidade da re.green, um modelo inovador que combina recursos públicos e privados, podendo ser referência para futuras transações no setor de bioeconomia.
O financiamento será direcionado às etapas de preparo do solo, plantio e manutenção de espécies nativas, incluindo ameaçadas de extinção, além de monitoramento tecnológico via drones e LiDAR, e participação direta de comunidades locais.
Atualmente, a re.green restaura e conserva mais de 26 mil hectares em áreas prioritárias da Amazônia e Mata Atlântica.
Já foram plantadas mais de 4,5 milhões de mudas de mais de 80 espécies nativas, em parceria com 29 viveiros locais.
A iniciativa gerou mais de 200 empregos diretos e capacitou cerca de 300 pessoas em atividades como coleta de sementes, prevenção de incêndios e meliponicultura.
Esta operação é considerada um marco para a consolidação de modelos financeiros sustentáveis de restauração ecológica em escala no Brasil, fortalecendo a atratividade do setor como classe de ativos e fomentando a expansão das soluções baseadas na natureza no país.